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Lei visa a proibir o uso da “linha chilena” em Mato-Grosso

Data: 09/07/2012

Uma linha com alto poder de corte já chegou a Mato Grosso: é a chamada “linha chilena”, utilizada para soltar pipas (pandorgas ou rabiolas), mais perigosa do que a linha comum com cerol (mistura de cola e vidro moído) e que pode ser comprada facilmente pela internet.



Utilizada nas competições de rua por crianças e adolescentes, a linha é um verdadeiro pesadelo para os motociclistas, muitas vezes vítimas fatais dessas brincadeiras.



Nos próximos dias, o deputado estadual Zeca Viana (PDT) vai apresentar, na Assembleia Legislativa, uma indicação ao Governo do Estado para a criação de uma lei que proíba a comercialização, o transporte e o uso da linha chilena em Mato Grosso.



“Soltar pipas é uma brincadeira muito saudável, pois tira as crianças da frente da TV e promove a socialização, as amizades, mas é importante proibir o comércio desse tipo de linha antes que ela se torne uma ‘febre’ nas ruas e comece a fazer vítimas”, diz Zeca Viana.



Segundo o deputado, apenas a criação de uma lei não basta, é preciso que os pais verifiquem se os filhos, muitas vezes inocentemente, não estão utilizando algo que pode ferir quem passa pela rua ou a si próprios.



Nos últimos dois anos, foram pelo menos 316 mortes, por conta do cerol, somente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, segundo dados da Associação dos Motociclistas desses estados.



Em Mato Grosso, há o registro recente de três mortes, segundo o Sindicato dos Mototaxistas e Motoboys de Mato Grosso (Sindimotos), que representa 780 profissionais.



De acordo com a presidente do Sindimotos, Janaína Lima, o problema pode ser maior, já que a contagem não abrange os motociclistas em geral – e não há uma estimativa dos acidentes que não acabam em mortes. Para ela, a proibição da nova linha é uma iniciativa providencial. “É uma proteção a mais que nós teremos”, afirmou.



Hoje, em Cuiabá, as motos utilizadas por mototaxistas legalizados não passam na vistoria da SMTU (Secretaria Municipal de Transportes Urbanos) se não tiverem a chamada “antena corta pipa”, que protege o pescoço do motociclista. O acessório, porém, não é utilizado pela maioria dos motociclistas comuns.
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