Após protesto planejamento maraca reunião com PF, greve continua

Uma equipe de técnicos do Ministério do Planejamento decidiu receber representantes dos servidores que exercem carreiras policiais na PF (Polícia Federal)para amanhã quinta-feira dia(19), em Brasília (DF). De acordo com a assessoria de imprensa da pasta, o secretário nacional de Recursos Humanos, Sérgio Mendonça, também poderá participar da reunião. O encontro foi confirmado aos servidores no começo da tarde desta quarta-feira, quando a categoria --apoiada pelos policiais civis do Distrito Federal, que fizeram greve na segunda (16)-- realizava um ato em frente à Esplanada dos Ministérios. Havia 300 manifestantes no local de acordo com a PM (Polícia Militar) e 500 segundo um dos organizadores, a ADPF (Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal). O ato na Esplanada marca a paralisação de 24 horas que os policiais federais de todo o país realizam desde a manhã desta quarta-feira. Um dos principais efeitos do movimento foi a interrupção das investigações ligadas à operação Hurricane. Em São Paulo, de acordo com o Sindicato dos Servidores da PF do Estado, a emissão de passaportes está suspensa e as equipes dos aeroportos de Congonhas, na zona sul de São Paulo, e de Guarulhos, na Grande São Paulo, estão em operação-padrão, ou seja, com o efetivo reduzido pela metade. No aeroporto internacional de Guarulhos, cerca de 200 pessoas fizeram fila pela manhã, no setor de embarques internacionais, à espera da conferência de seus passaportes. "Alguns passageiros irritados chegaram a bater palmas e gritar "refém", por conta da longa espera", relata a Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais). Os servidores ligados à Fenapef são das cinco carreiras policiais existentes na PF: delegados, agentes, escrivães, peritos e papiloscopistas. O movimento realizado nesta quarta-feira é similar ao do último dia 28 de março. Naquele dia, a paralisação só não atingiu os Estados de Alagoas e Santa Catarina. Sem acordo Os servidores da PF protestam pelo não-cumprimento de um acordo de reajuste salarial que foi firmado com o governo federal em 2006. Eles reivindicam o pagamento de um aumento de 30% previsto no documento. Semanas atrás, o atual ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, chegou a negar a existência do acordo. Em nota publicada em seu site, a Fenapef ressalta que o protesto desta quarta-feira também reflete a revolta da categoria com o Ministério do Planejamento, que marcou uma reunião no último dia 11, mas não recebeu a comissão de representantes. " Mobilização paralela Os servidores que exercem carreiras administrativas na PF não participam da greve desta quarta-feira, mas também estão em campanha. No último dia 11, foi a vez deles pararem por 24 horas por um plano de reestruturação da carreira; por equiparação de seus salários aos dos servidores policiais; e pelo fim das terceirizações. Representados pelo SINPECPF (Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da PF), os servidores de carreiras administrativas --cerca de 4.500 em todo o país-- exercem serviços internos nos setores de logística e protocolo, por exemplo. FO

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