PSDB vai acabar? Presidente estadual da legenda garante que não 

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Não ter candidatura na última eleição a presidente da República foi o principal motivo para a derrocada do partido

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Com uma história de mais de três décadas e de fazer inveja a tantas agremiações políticas mais antigas, o Partido da Social Democracia Brasileira – PSDB – ao que parece pode estar perto fim.

Fundado em 25 de junho de 1988, com o lema: “Longe das benesses oficiais, mas perto do pulsar das ruas, para fazer germinar novamente a esperança”, a legenda que já figurou entres a maiores do país, pode se dizer que atualmente é uma menores e corre o risco de acabar, segundo comentários de bastidores. Mas só quem pode falar da real situação do partido, tanto em Mato Grosso quanto em nível de Brasil, é o presidente estadual da sigla, deputado Carlos Avallone.

Em conversa com jornalistas na manhã desta quarta-feira, 02 de abril, o parlamentar afirmou que não, que o PSDB não vai acabar, e pontuou as ações e acordos que estão sendo feitos para, não apena manter mas também reestruturar a agremiação com vistas às eleições de 2026.

“Na realidade há um encaminhamento bastante avançado de fazer uma união, federação, como o Podemos. Então, esse é o novo momento que nós estamos discutindo”, afirma Avallone ao lembrar de uma reunião que fez com jornalistas para comunicar o fim de PSDB. “Eu estava muito triste, abatido, porque eu só fui PSDB na minha vida, mas hoje mudou isso. Não tem mais essa possibilidade, o PSDB não acaba”.

De acordo com ele, o PSDB pode fazer federações, pode fazer até uniões, mas com a história sendo permanecida, e afirmou que  participação junto ao Podemos está bem avançada. “Não sei se vai concretizar, porque depende mais da Nacional do que nós. Aqui em Mato Grosso, eu já passei para a Nacional, e o Max, que hoje tem um comando ali no Podemos, embora ele esteja no PSB, ele também disse que aqui no Mato Grosso seria natural essa junção”.

Segundo o peessedebista, a decisão por parte da Nacional está muito complexa, e não acredita numa fusão e sim numa junção ou federação e reafirma que o PSDB tomou a decisão de não acabar.

“Isso significa, que nós temos história, ajudamos a mudar o Brasil e nós queremos continuar com o mesmo nome. Aí tem várias opções, vamos aguardar”.

Sobre os possíveis motivos que levaram o partido a derrocada, Avallone deu a seguinte explicação. “Não ter candidatura na última eleição a presidente da República. Isso foi muito ruim. Eu acho que foi o principal, sabe? Fizemos uma boa disputa, eu participei efetivamente trazendo aqui o Dória, trazendo Eduardo Leite e depois nenhum dos dois saíram candidato e foi terrível isso. Isso ficou muito ruim pra nós. Isso diminuiu muito o partido. Defendi, mas isso acontece. Partido assim, tem erro, paga a conta”, finalizou o presidente.

Ele disse ainda que o diálogo com os demais partidos que estão no centro do espectro político brasileiro vai continuar para construir uma alternativa aos extremos, e com isso, garantir a identidade do PSDB.

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