Senado vai ouvir Glenn Greenwald e Sérgio Tavares com foco nos abusos de Moraes

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Girão também criticou o ministro Luís Roberto Barroso, acusando-o de “mentir descaradamente” ao negar a frase “nós derrotamos o bolsonarismo”, dita em evento da UNE

O senador Eduardo Girão (Novo-CE) durante entrevista à rádio Auriverde de Bauru nesta quarta-feira (23), anunciou que a Comissão de Segurança Pública receberá nomes como o jornalista Glenn Greenwald, o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, Tagliaferro Ferro, e o português Sérgio Tavares. “A gente espera jogar luz nessas trevas que são, infelizmente, o estado autoritário comandado pelo STF”, afirmou Girão, ao criticar supostas perseguições contra jornalistas independentes. Ele também mencionou conversas reservadas e áudios envolvendo ameaças de morte.

Girão também criticou o ministro Luís Roberto Barroso, acusando-o de “mentir descaradamente” ao negar a frase “nós derrotamos o bolsonarismo”, dita em evento da UNE. “Ontem pedi a renúncia dele da tribuna do Senado”, afirmou.

“Se ele quer fazer política, que tire a toga e se candidate”, disparou Girão, que também acusou Barroso de interferência no Congresso na votação da PEC do voto auditável, proposta por Bia Kicis (PL-DF). Segundo ele, líderes teriam sido pressionados a mudar os membros da comissão.

Girão também atacou o histórico de Barroso com a Open Society, de George Soros, e sua posição favorável à descriminalização da maconha. “Abrindo a porteira pro crime… é isso que acontece na prática”, afirmou, ligando a posição do ministro ao avanço do narcotráfico.

Girão defendeu a realização de manifestações na véspera do Dia das Mães, em Fortaleza, com pautas como “fora Lula”, anistia e impeachment de Moraes. “Só através das ruas nós vamos movimentar isso aqui”, disse.

O senador ainda criticou o silêncio da OAB e de entidades jornalísticas frente a abusos institucionais. “Cadê a ABI? Cadê a OAB? Só agem quando é contra o governo”, declarou. “O Senado está buscando apoio para puxar o fio da meada.”

Ao final, Girão reforçou a importância da audiência do dia 29. “É uma oportunidade de passar o Brasil a limpo. Que a verdade venha à tona. Nós vamos sair dessa com fé e esperança.”

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