O próprio Banco Central confirmou “falhas nos sistemas da instituição” e anunciou medidas sancionatórias contra a QESH.
Allan dos Santos, jornalista exilado, denunciou publicamente o que afirma ser o primeiro banco a descumprir as sanções impostas pelos Estados Unidos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Em uma série de postagens em sua conta no X.com nesta segunda-feira (4), Allan dos Santos revelou que Moraes mantém uma chave PIX ativa em seu CPF na fintech QESH IP LTDA, apesar das restrições financeiras decorrentes da Lei Magnitsky.
A descoberta, segundo o jornalista, foi feita ao tentar realizar uma transferência PIX para o CPF do ministro, momento em que o sistema de retorno indicou “ALEXANDRE DE MORAES – QESH IP LTDA”. Allan dos Santos afirma ter um “print feito e preservado” da chave ativa, registrada com o mesmo CPF de Moraes em processos judiciais. Ele ressalta a gravidade da situação, pois Moraes foi sancionado pelos EUA por “graves violações de direitos humanos”, incluindo censura e bloqueio de ativos de jornalistas, e qualquer empresa que mantenha conta ativa para um sancionado pode ser punida.
A QESH IP LTDA, sediada em Minas Gerais e autorizada pelo Banco Central como “instituição de pagamento”, já esteve envolvida em polêmicas. Em setembro de 2024, a fintech sofreu um vazamento massivo de dados que expôs 53.383 chaves PIX. O próprio Banco Central confirmou “falhas nos sistemas da instituição” e anunciou medidas sancionatórias contra a QESH.
Allan dos Santos critica o fato de uma fintech com histórico de instabilidade e vazamentos, e que já foi alvo de sanções do Banco Central, operar normalmente no sistema financeiro nacional enquanto mantém uma conta para um agente público sancionado por crimes contra a liberdade. Para o jornalista, Alexandre de Moraes não deveria ter acesso a nenhuma estrutura financeira com operação internacional, e qualquer empresa que permita isso deve ser investigada por lavagem de dinheiro, evasão ou ocultação patrimonial.
Uma denúncia formal já foi enviada ao USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA), OFAC (Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros) e ao Departamento de Estado dos EUA. O documento inclui o print da chave PIX de Moraes, o registro do vazamento na QESH, fichas dos sócios e a declaração de Allan dos Santos como jornalista exilado e vítima de bloqueios de contas. Ele prevê que os EUA investigarão e sancionarão a QESH, suspenderão seu acesso a bancos correspondentes e cobrarão ações imediatas do Banco Central brasileiro, indicando que a “rede de proteção de Moraes está começando a ruir por onde ele mais teme: o dinheiro”.





