Acuado, Lula busca aliados na América Latina para evitar “rolo compressor” de Trump

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Ele defende que a prioridade deve ser a construção de uma região forte e próspera, deixando as “discussões ideológicas no passado”.

O governo brasileiro, sob a crescente pressão do governo de Donald Trump, começou a fazer um movimento de aproximação com líderes de direita da América do Sul. A estratégia visa não apenas estreitar laços comerciais, mas também construir uma frente contra o que o Palácio do Planalto entende ser uma tentativa de interferência americana nas eleições de 2026.

Integrantes do governo brasileiro acreditam que a gestão Trump pretende “esticar a corda” para forçar uma “mudança de regime” no Brasil. Em meio a esse cenário, o Palácio do Planalto avalia que não há espaço para negociação e que a melhor saída é fortalecer relações com países vizinhos, independentemente de suas inclinações políticas.

Exemplo disso é a aproximação com o presidente do Equador, Daniel Noboa, e a visita futura de José Raúl Mulino, do Panamá. Lula afirmou que a cooperação com esses governantes se dará sem levar em conta as diferenças políticas. Ele defende que a prioridade deve ser a construção de uma região forte e próspera, deixando as “discussões ideológicas no passado”.

A visita de Noboa já rendeu ao governo brasileiro a narrativa de cooperação com a polícia equatoriana no combate ao crime organizado. Além disso, o Brasil se comprometeu a ajudar a equilibrar a balança comercial entre os dois países, o que pode impulsionar a compra de produtos equatorianos como banana e camarão, beneficiando a economia local.

Lula também prepara uma rodada de discussões sobre a defesa da democracia em Nova York e planeja defender a soberania brasileira na Organização das Nações Unidas (ONU). O objetivo é reunir líderes de mais de 30 nações, mostrando que o Brasil não está alinhado apenas com a esquerda, mas busca uma política externa diversificada.

Apesar de enfrentar um bloqueio em nível presidencial com Javier Milei, da Argentina, o Brasil segue trabalhando para fortalecer a relação econômica entre os países. A meta é evitar a instabilidade nas fronteiras, como a gerada pela crise migratória venezuelana.

Com informações do Estadão.

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