Novo atraso e demolição de obra do BRT em Cuiabá faz deputado convocar secretário para dar explicações

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso aprovou, outem quarta-feira (27), um requerimento do deputado estadual Lúdio Cabral (PT) para convocar o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira, a fim de prestar esclarecimentos sobre os novos atrasos e a demolição de parte das obras do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT) em Cuiabá e Várzea Grande. A audiência foi marcada para o dia 15 de setembro, às 9h, na Sala de Comissões da ALMT.

Segundo Lúdio, o governador prometeu concluir o BRT até o final de 2022, quando decidiu substituir o VLT pelo novo modal, em 2020. Porém, quase três anos após o prazo, apenas parte da pista de rolamento em Várzea Grande foi construída, no trecho entre o Hospital de Câncer e o CREA. As demais etapas, que incluem vias importantes como Avenida do CPA, Prainha, Fernando Corrêa, Getúlio Vargas e Isaac Póvoas, permanecem sem avanço.

“Se já há esse atraso em um único trecho, imagine o restante. Quem paga o preço é a população de Cuiabá, que enfrenta trânsito caótico, transporte coletivo precário e riscos à saúde dos trabalhadores, principalmente motociclistas”, destacou o deputado.

Durante visita à obra, nas proximidades do Hospital de Câncer, Lúdio constatou a demolição de trechos recém-construídos da ciclovia de concreto.

“Verificamos in loco que a ciclovia, com quase 20 centímetros de concreto recém colocado, está sendo destruída. Em março, demos um prazo de 150 dias para a conclusão de parte da obra, mas o prazo está vencendo agora e, mais uma vez, não será cumprido. Pelo contrário, surgem novos problemas, como essa demolição. O secretário precisa explicar por que o prazo não foi respeitado, se o cronograma foi atualizado e se os projetos e licitações previstos já foram executados. Não é aceitável que essa novela entre VLT e BRT se arraste por tanto tempo”, cobrou Lúdio.

Em março, já havia ocorrido uma audiência sobre os atrasos. Naquele momento, o Governo de Mato Grosso e o Consórcio Construtor BRT estavam em impasse sobre a continuidade do contrato 052/2022, com risco de rescisão. Posteriormente, foi firmado acordo para a entrega de apenas um trecho: da Avenida do CPA, próximo ao Hospital de Câncer, até o CREA. A meta era concluir apenas as pistas de rolamento, deixando estações, semáforos e demais estruturas para futuras licitações.

O prazo de 150 dias terminaria em agosto, mas a Sinfra prorrogou a conclusão para 2 de outubro de 2025, acrescentando mais 52 dias. O custo inicial do projeto, de R$ 468 milhões em 2022, já chega a R$ 485,6 milhões. Até o momento, segundo o Portal Transparência da Sinfra, foram pagos R$ 105,8 milhões, correspondentes a 27% da obra.

Da redação

Parmenas Alt

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