Protesto acontece por causa da falta de ação diante da crise climática que intensifica os incêndios florestais na Espanha, segundo o grupo Futuro Vegetal
A Sagrada Família, idealizada pelo arquiteto Antoni Gaudí (1852-1926), é uma das principais atrações turísticas da cidade de Barcelona. A Espanha sofreu em agosto uma onda de incêndios florestais, que deixaram quatro mortos e destruíram mais de 350.000 hectares nas últimas duas semanas, segundo o Sistema Europeu de Informação sobre Incêndios Florestais (EFFIS). Os incêndios constituem “uma das maiores catástrofes ambientais” que o país sofreu nos últimos anos, segundo o governo do primeiro-ministro socialista Pedro Sánchez, que relaciona a magnitude do fenômeno às mudanças climáticas.
A situação melhorou consideravelmente neste fim de semana. A diretora do Serviço de Proteção Civil e Emergências, Virginia Barcones, anunciou no sábado (30) que a crise estava “chegando ao fim”.
O grupo Futuro Vegetal, vinculado a movimentos internacionais similares, já organizou outras manifestações, incluindo um protesto em 2022 no qual ativistas colaram suas mãos às molduras de pinturas do mestre espanhol Francisco de Goya no Museu do Prado, em Madri. Integrantes do grupo também jogaram tinta em um superiate em Ibiza que supostamente pertencia a Nancy Walton Laurie, a bilionária herdeira da empresa americana Walmart, e contra uma mansão do argentino Lionel Messi na mesma ilha. A polícia espanhola anunciou em 2024 a detenção de 22 membros do Futuro Vegetal, incluindo os dois ativistas do protesto do Prado e os três principais líderes do grupo.
*Com informações da AFP





