Lula ignorado: Gigantes dos combustíveis ignoram populismo federal e diesel pode disparar

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Ausência de Vibra, Ipiranga e Raízen em iniciativa federal expõe falhas na articulação e ameaça conter a escalada de preços nas bombas.

As três principais distribuidoras de combustíveis do país, Vibra, Ipiranga e Raízen, decidiram ficar de fora do programa de ajuda do governo federal para o diesel. A ausência dessas gigantes, que controlam metade das importações privadas no Brasil, esvazia a tentativa de Brasília de frear os aumentos constantes. O prazo para entrar no programa acabou nesta terça-feira sem a adesão das líderes do setor nacional.

Fontes ligadas às empresas indicam que o motivo da recusa é a falta de confiança nas regras estabelecidas e o medo de problemas na Justiça futuramente. O governo demorou para explicar como os preços seriam calculados, divulgando os detalhes apenas dois dias antes do fim do prazo. Essa demora gerou um clima de incerteza que afastou quem realmente tem peso para movimentar o mercado de petróleo.

O objetivo do plano era evitar que o preço internacional do diesel fosse repassado integralmente ao trabalhador brasileiro, que já sofre com alta de 24% nas bombas. Sem o apoio das grandes distribuidoras, a eficácia da medida é mínima, já que o Brasil depende de importações para 30% do seu consumo. Até agora, as empresas e a agência reguladora do setor não comentaram oficialmente o fracasso da negociação.

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