Estação de Monta: planejamento antecipado pode definir eficiência da próxima safra de bezerros

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Organização do calendário reprodutivo permite alinhar manejo, genética e disponibilidade de recursos para aumentar a eficiência e a rentabilidade das fazendas de cria

O resultado de uma boa Estação de Monta começa a ser construído antes mesmo do início dos protocolos reprodutivos. Conhecer a composição do rebanho, avaliar as condições das matrizes, definir os objetivos da próxima safra e organizar o calendário de reprodução são decisões que ajudam a determinar a eficiência produtiva dos meses seguintes.
Ao concentrar as atividades reprodutivas em um período específico do ano, o pecuarista também consegue organizar melhor os partos, otimizar recursos e direcionar o manejo de acordo com as condições de cada propriedade.

Segundo o gerente Advantage da Alta, Adnan Rodrigues, a definição desse período deve considerar fatores como região, regime de chuvas, disponibilidade de forragem e condição das matrizes. “A Estação de Monta precisa estar alinhada à realidade de cada fazenda. Quando entendemos as condições do rebanho e do sistema produtivo, conseguimos organizar e direcionar melhor as decisões reprodutivas e criar um ambiente mais favorável para os resultados”, explica.

Entre as principais vantagens da estratégia está a possibilidade de planejar o nascimento do chamado bezerro do cedo, aquele que nasce no final da estação seca, período de menor desafio sanitário. Com a chegada das chuvas e o aumento da disponibilidade de alimento, esses animais encontram condições favoráveis para o desenvolvimento, podendo desmamar mais pesados e alcançar maior valor de mercado.

“Quando conseguimos organizar o momento da concepção e, consequentemente, dos partos, criamos condições para que a vaca e o bezerro passem pelas diferentes fases do ciclo produtivo em períodos mais favoráveis. Isso tem reflexo direto na eficiência do sistema, com formação de lotes mais uniformes e aumento na previsibilidade sobre a futura safra de bezerros”, destaca Adnan.

IATF como ferramenta de eficiência

A IATF (Inseminação Artificial por Tempo Fixo) é uma das ferramentas utilizadas para concentrar as inseminações e ampliar o controle sobre o período de concepção e nascimento dos animais.”Com a IATF, conseguimos trabalhar de forma mais direcionada o momento em que essas fêmeas irão emprenhar e, consequentemente, parir. Isso permite aproveitar melhor as condições de cada época do ano e tornar o sistema mais eficiente”, afirma a coordenadora de Programas Corte da Alta, Ana Clara Mattos.

O conhecimento das diferentes categorias do rebanho também é fundamental. Novilhas, primíparas e vacas adultas apresentam necessidades distintas e podem exigir estratégias específicas de acordo com sua condição e com os objetivos da propriedade.

Genética alinhada ao sistema produtivo

Outro ponto importante é a escolha da genética que será utilizada. A definição dos touros deve considerar as características que o produtor deseja imprimir nas próximas gerações e o direcionamento econômico da atividade.

O objetivo pode estar na produção de bezerros para comercialização na desmama, na reposição de matrizes, no cruzamento industrial ou em outras demandas do sistema produtivo. Por isso, mais do que escolher bons reprodutores, é necessário entender quais características genéticas fazem sentido para a realidade e para as metas de cada propriedade.

“Não existe uma recomendação única para todas as fazendas. É justamente por isso que trabalhamos com o planejamentogenético, buscando entender o sistema e objetivos de produção, e os desafios daquele rebanho, para, a partir dessas informações, direcionar a genética e as ferramentas mais adequadas para cada cenário”, ressalta Ana Clara.

Esse direcionamento também permite definir os acasalamentos com maior antecedência e organizar a genética que será utilizada ao longo da temporada, conectando as decisões da Estação de Monta aos resultados esperados para as próximas gerações.”Quando manejo, reprodução e genética trabalham na mesma direção, conseguimos transformar decisões técnicas em mais eficiência e rentabilidade para a fazenda. É esse trabalho que buscamos desenvolver ao lado do produtor”, finaliza Adnan.

 

Sobre a Alta
A Alta é líder mundial no mercado de melhoramento genético bovino. Com matriz em Calgary, no Canadá, atua em mais de 90 países.No Brasil, a Alta mantém escritório administrativo e moderna central de biotecnologia e difusão genética em Uberaba/MG, onde anualmente recebe mais de 12 mil visitantes.

A Alta contribui diariamente com o desenvolvimento da pecuária mundial por meio de sua estreita relação com o pecuarista, do apoio de profissionais altamente qualificados, de modernas instalações e do emprego de tecnologias pioneiras, buscando melhorar a lucratividade de cada rebanho por meio da entrega de genética de confiança e serviços de manejo de alta qualidade.

 

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