O papa Leão XIV passou uma noite tranquila após ser submetido a uma cirurgia para retirada de um tumor no pulmão direito, informou o Vaticano nesta quarta-feira (14). O pontífice permanece internado no Hospital Gemelli, em Roma, onde passou pelo procedimento na terça-feira (13). A Santa Sé informou que divulgará novas atualizações sobre seu estado de saúde ao longo do dia.
A cirurgia durou aproximadamente 90 minutos e resultou na remoção do lobo inferior do pulmão direito. Exames realizados durante o procedimento confirmaram o diagnóstico de adenocarcinoma pulmonar, um tipo de câncer cuja suspeita havia surgido durante avaliações pré-operatórias.
Segundo o Vaticano, a previsão é de que Leão XIV permaneça internado por cerca de uma semana antes de receber alta. O hospital Gemelli, conhecido por atender pontífices, acompanha a recuperação do papa.
Diagnóstico e tratamento
O boletim médico divulgado após a cirurgia informou que a remoção do tecido pulmonar foi considerada “radical”, termo utilizado para indicar que os médicos retiraram a região afetada com a intenção de eliminar o tumor.
Durante a operação, os médicos também retiraram linfonodos para avaliar se a doença havia se espalhado para outras partes do organismo. Os resultados desses exames ainda não foram divulgados, e não há confirmação sobre a extensão do câncer.
O Vaticano informou que a equipe médica ainda não definiu os próximos passos do tratamento. Por enquanto, não há indicação de quimioterapia ou de outras terapias, já que os profissionais aguardam resultados adicionais para determinar a necessidade de novos procedimentos.
Agenda suspensa
Em razão da cirurgia e do período de recuperação, o Vaticano cancelou todas as audiências do papa até 20 de outubro. Ainda não há confirmação sobre a manutenção da viagem que o pontífice pretende realizar à América do Sul em novembro, com visitas previstas ao Peru, à Argentina e ao Uruguai.
Na manhã desta quarta-feira, uma missa foi celebrada na Praça São Pedro, no Vaticano, sem a presença de Leão XIV. A cerimônia foi conduzida pelo cardeal Luis Antonio Tagle, que fez uma oração especial pela recuperação do pontífice e leu uma homilia preparada pelo próprio papa.
A Santa Sé deverá divulgar novos boletins médicos conforme a evolução do quadro clínico e os resultados dos exames realizados após a cirurgia.
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