Deputados e CRO-MT defendem destinação de recursos, campanhas educativas e ampliação de políticas públicas para odontologia no estado
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A Frente Parlamentar da Odontologia da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou, nesta segunda-feira (4), uma reunião no Conselho Regional de Odontologia (CRO-MT) para discutir ações estratégicas de fortalecimento da saúde bucal no estado. O encontro foi presidido pelo deputado Carlos Avallone (PSDB) e contou com a participação de representantes do Conselho Federal e Estadual de Odontologia, entidades sindicais e instituições civis.
Durante a reunião, foi proposta a destinação de 10% das emendas parlamentares voltadas à saúde exclusivamente para a odontologia, com foco na aquisição de equipamentos, ampliação do financiamento da Atenção Básica em Saúde Bucal e promoção de campanhas permanentes de prevenção e diagnóstico precoce de doenças bucais.
Avallone destacou que a criação da frente parlamentar atende a uma demanda apresentada pelo CRO-MT, que mapeou a situação da odontologia pública nos 142 municípios do estado.
“O Conselho trouxe dados concretos, o que nos permite mobilizar os deputados e garantir recursos para projetos estruturados. A Assembleia está pronta para colaborar”, afirmou.
A presidente do CRO-MT, Wânia Dantas, ressaltou que o levantamento feito pelo conselho oferece um diagnóstico preciso do atendimento odontológico público.
“Temos hoje uma verdadeira tomografia do setor. Isso ajuda a direcionar recursos e planejar políticas que ofereçam uma odontologia de excelência à população”, disse.
Entre as ações em andamento, estão campanhas como o Julho Verde, voltado à prevenção do câncer bucal, e o Agosto Dourado, que incentiva a amamentação correta para evitar problemas no desenvolvimento maxilar. Avallone também anunciou a destinação de emendas para aquisição de aparelhos de laser que auxiliam no tratamento de lesões em pacientes oncológicos.
“Quando os deputados conhecem a realidade, a resposta é rápida. Com a Frente Parlamentar da Odontologia, tenho certeza de que a história da saúde bucal em Mato Grosso vai mudar”, concluiu Avallone.





