O temor agora é que o parcelamento sucessivo do imposto se transforme…
A população cuiabana foi pega de surpresa com a aprovação do aumento de aproximadamente 40% no valor do IPTU para o ano de 2026, medida aprovada nas últimas sessões da Câmara Municipal de Cuiabá com apoio de vereadores da base e o prefeito Abílio Brunini. Para muitos moradores, a decisão foi encarada como uma verdadeira “facada nas costas”, especialmente diante do atual cenário econômico enfrentado por milhares de famílias.
Em 2025, a Prefeitura já registrou grande procura de contribuintes buscando parcelar o IPTU, o que evidencia a dificuldade de pagamento do imposto mesmo antes do reajuste. “Muitas famílias mal conseguiram quitar ou parcelar o IPTU deste ano. Imagina um aumento de 40% para o próximo é desesperador”, relatam munícipes.
O temor agora é que o parcelamento sucessivo do imposto se transforme em uma bola de neve financeira, comprometendo ainda mais o orçamento familiar. Para parte da população, resta apenas “arcar com as consequências” de uma decisão tomada sem diálogo amplo com a sociedade.
Além da indignação com o aumento, os moradores cobram contrapartidas claras do poder público. A expectativa é que o acréscimo na arrecadação se reflita diretamente na manutenção dos serviços essenciais, como:
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operação tapa-buracos;
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iluminação pública;
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fornecimento de medicamentos nos postos de saúde;
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manutenção de praças e espaços públicos.
- Dentre outros
Atualmente, diversos bairros já enfrentam problemas com buracos em ruas e avenidas, situação que começa a se espalhar por diferentes regiões da capital. Para os contribuintes, não há justificativa para um aumento tão expressivo sem melhorias visíveis na cidade.
A população deixa claro que vereadores e o prefeito que apoiaram o reajuste serão cobrados com rigor. “Se o IPTU vai aumentar, os serviços precisam melhorar. Caso contrário, a resposta virá nas cobranças públicas e nas urnas”, afirmam moradores.
O debate sobre o IPTU de Cuiabá escancara mais uma vez a distância entre decisões políticas e a realidade vivida pela população, que pede respeito, transparência e responsabilidade na gestão dos recursos públicos.
Da Redação
Parmenas Alt





