Governo venezuelano diz que organização criminosa é ‘inexistente’ e acusa Washington de criar pretexto para se apropriar de petróleo; medida vigora desde ontem segunda-feira (24) em um momento de cancelamento de voos internacionais
O governo dos Estados Unidos anunciou em 16 de novembro que planeja classificar o suposto grupo como uma organização terrorista estrangeira. A medida começou a valer nesta segunda-feira.
Rubio afirma que o Cartel de los Soles é liderado por Maduro e outros funcionários de alto escalão “que corromperam o Exército, a inteligência, a legislatura e o Poder Judiciário da Venezuela”.
“O Cartel de los Soles, junto com outras FTO (organizações terroristas) designadas, incluindo o ‘Tren de Aragua’ e o Cartel de Sinaloa, são responsáveis pela violência terrorista em todo o nosso hemisfério, assim como pelo tráfico de drogas para os Estados Unidos e a Europa”, declarou o secretário de Estado, Marco Rubio, ao anunciar a designação em meados de novembro.
Os Estados Unidos incluem nessa lista grupos islamistas, separatistas, guerrilhas e, mais recentemente, gangues e organizações de drogas do México e da Colômbia.
Especialistas consideram que a declaração abre para Washington um leque de possibilidades, tanto militares quanto de sanções, para continuar exercendo pressão sobre Maduro.
Os Estados Unidos defendem a mobilização militar com o argumento de deter o tráfico de drogas para esse país. Caracas afirma que, na verdade, busca derrubar o presidente Maduro e se apropriar das vastas reservas de petróleo do país.
Forças americanas mataram pelo menos 83 pessoas que Washington acusa de transportar drogas em águas do Caribe e do Pacífico, segundo um levantamento da AFP com base em dados públicos.
O governo venezuelano classifica os bombardeios a embarcações como “execuções extrajudiciais”. Os Estados Unidos não forneceram evidências de que as pessoas atacadas fossem de fato narcotraficantes.
A Administração Federal de Aviação (FAA) instou na sexta-feira (21) as aeronaves que circulam pelo espaço aéreo venezuelano a “extremar a precaução” devido ao “agravamento da situação de segurança e ao aumento da atividade militar na Venezuela e arredores”.
AFP-JovemPan





