Caso a missão se concretize, Laysa se tornará a terceira pessoa brasileira a viajar para o espaço. Ela diz que será membro de uma missão profissional, com foco em estações espaciais e futuras viagens à Lua e a Marte. Primeiro foi Pontes, como astronauta profissional em 2006, seguido por Hespanha, que participou de um voo turístico da Blue Origin em 2022.
Até 2029, Laysa diz que continuará em treinamento, com simulações em voos suborbitais e missões privadas. Ela também conta que está em processo de formação como piloto, passo importante para quem deseja atuar em operações espaciais. “Seguirei firme rumo ao meu primeiro voo como astronauta de carreira”.
A trajetória de Laysa começou aos 18 anos, quando ela descobriu um asteroide por meio de um projeto da NASA e, desde então, vem se destacando na área científica. Ainda segundo a Forbes, ela foi também a primeira brasileira a conduzir experimentos em gravidade zero – não há registros, entretanto, da realização desses experimentos.
História tem contradições
Após o anúncio de Laysa Peixoto, uma série de contradições foram apontadas sobre a empresa TitansSpace. A companhia não tem experiência prévia no setor e ainda possui autorização para voos espaciais. Os nomes da tripulação selecionada para o voo inaugural previsto para 2029 também não foram divulgados. O Olhar Digital entrou em contato com a empresa e esta nota será atualizada assim que tivermos uma resposta.
Por parte de Laysa, a expedição 36 do treinamento pela Advanced Space Academy, que simula momentos da rotina de um astronauta, de fato, aconteceu. Os vínculos com a NASA para missões futuras, apresentados pela jovem, não constam nos anúncios oficiais da agência. A Agência Espacial Brasileira (AEB) também não tem anúncios envolvendo a estudante.