Desemprego cai para 5,8% e atinge menor nível da história

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Salário médio e emprego com carteira assinada também batem recorde, segundo IBGE

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O Brasil registrou no segundo trimestre de 2025 a menor taxa de desemprego da série histórica do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE): 5,8%. O resultado, divulgado nesta quinta-feira (31) pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, representa uma queda significativa em relação aos 7% do primeiro trimestre e aos 6,9% observados no mesmo período de 2024.

Com o mercado de trabalho aquecido, o país contabiliza 102,3 milhões de pessoas ocupadas e cerca de 6,3 milhões de desempregados, número 17,4% menor que no trimestre anterior — o equivalente a 1,3 milhão de pessoas a menos em busca de emprego.

Recorde de emprego formal e salários

O levantamento do IBGE também mostra que o número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado chegou a 39 milhões, o maior já registrado e 0,9% acima do trimestre anterior. Já os empregos sem carteira cresceram 2,6%, totalizando 13,5 milhões de pessoas.

A taxa de informalidade caiu para 37,8%, o menor patamar desde 2020, enquanto o contingente de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — recuou para 2,8 milhões, o menor nível desde 2016.

O cenário positivo também impactou a renda: o rendimento médio mensal subiu para R$ 3.477, o maior da série histórica, com alta de 1,1% em relação ao trimestre anterior e de 3,3% em comparação ao mesmo período de 2024. A massa de rendimentos chegou a R$ 351,2 bilhões, um aumento de 5,9% sobre o mesmo trimestre do ano passado.

Pesquisa atualizada

Esta é a primeira Pnad Contínua com ajustes baseados no Censo 2022, que atualizou a amostra de domicílios pesquisados pelo IBGE. A metodologia segue padrões internacionais e permite um retrato mais preciso do mercado de trabalho brasileiro.

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