A psicóloga da DPEMT, Évila Aquino afirma que o momento é de alerta, mas é preciso ter cuidado ao abordar os pequenos
A infância e a adolescência são momentos da vida marcados por descobertas, físicas e emocionais. Muitas vezes, as crianças e adolescentes têm muita dificuldade em se expressar verbalmente quando algo lhes causa incomodo, motivo pela qual elas, geralmente, decidem se expressar de outras formas, como por exemplo, por meio de desenhos, escritos ou ações. Mas, o que fazer quando os pais, responsáveis ou professores percebem um sinal de alerta nessas formas não verbais de comunicação?
Como explica a psicóloga e gerente de assessoramento de atendimento da Defensoria Pública do Estado de Mato Grosso (DPEMT), Évila Aquino, o momento deve ser marcado por acolhimento e não por uma atitude inquisitiva dos adultos. Ou seja, ao invés de pressionar a criança para que ela diga as razões que a levaram a fazer um desenho violento, o ideal é procurar conversar de forma acolhedora.
“Quando um professor ou familiar percebe, por meio dos desenhos ou escritos, sinais de que a criança ou adolescente pode ter passado ou testemunhado cenas de violência, é fundamental agir com cuidado e responsabilidade. O primeiro passo é procurar conversar de forma acolhedora, sem pressionar ou julgar, para entender se ela deseja falar sobre o que desenhou ou escreveu. É importante também observar outros sinais no comportamento desses indivíduos, como mudanças bruscas de humor, isolamento, queda no rendimento escolar ou medo excessivo. O segundo passo é comunicar imediatamente a situação para a direção da escola ou para o responsável legal, relatando o que foi observado de forma objetiva, sem interpretações ou julgamentos”, afirma Évila Aquino.





