O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, acionou a militância contra o que chamou de “ameaça externa extrema” dos Estados Unidos.
Ditador da Venezuela pode armar apoiadores com arco e flecha envenenada contra ataque dos EUA
O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, acionou a militância contra o que chamou de “ameaça externa extrema” dos Estados Unidos.

A cúpula do regime venezuelano, comandada pelo ditador sanguinário Nicolás Maduro, está usando uma nova retórica de guerra para mobilizar seus militantes. O número dois do chavismo, Diosdado Cabello, acionou a militância contra o que chamou de “ameaça externa extrema” dos Estados Unidos.
Cabello, ministro do Interior e da Justiça, emitiu uma ordem clara para os ativistas do Partido Socialista Unido da Venezuela: “Pés firmes, nervos de aço, mobilização máxima; calma e compostura”. Ele tenta inflamar seus apoiadores diante da ostensiva presença militar americana no Caribe.
Em um sinal de desespero e radicalização, o líder chavista reeditou uma tática ancestral dos povos amazônicos, delegando a milícias indígenas o treinamento de militantes para usarem armas silenciosas: flechas munidas de curare. O curare é um veneno paralisante que pode levar à morte.
A ameaça com veneno letal surge no mesmo momento em que os EUA pressionam o regime, com o Departamento de Estado designando o Cartel de Los Soles como organização terrorista e associando-o diretamente a Maduro. As eleições no país foram comprovadamente fraudadas.
Maduro, por sua vez, tentou conciliar a bravata com a hipocrisia, convocando vigília de militantes e, ao mesmo tempo, pregando a paz. O ditador chegou a cantar a música “Imagine”, de John Lennon, em um ato patético para resistir às ameaças externas.
Para manter a coesão de seus seguidores, o regime apela ao imaginário da invasão militar, apesar de analistas americanos considerarem essa uma opção pouco provável. A figura do “Super Bigode”, super-herói criado à imagem e semelhança do ditador, voltou a aparecer nas mobilizações.





