Do lado da China no tarifaço, Brasil corre risco de ser inundado por produtos chineses e ver quebradeira

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O Brasil, com mais de 200 milhões de consumidores e dimensões continentais, passou a ser visto como alternativa promissora.

A guerra tarifária entre Estados Unidos e China acirrou os mercados globais e pode gerar efeitos devastadores no Brasil. Ao se alinhar comercialmente com Pequim, o país corre o risco de se tornar depósito de excedente chinês e comprometer sua já fragilizada indústria nacional.

Com a imposição de tarifas pelos Estados Unidos, empresas chinesas passaram a buscar novos mercados. O Brasil, com mais de 200 milhões de consumidores e dimensões continentais, passou a ser visto como alternativa promissora.

Analistas afirmam que a tendência é o mercado brasileiro ser inundado por produtos chineses, com preços baixos e bom acabamento, o que pode acelerar a falência de indústrias locais. O movimento, segundo apontam, inclui empresas de médio porte que antes não investiam fora dos grandes centros globais.

Com a economia chinesa ainda em recuperação após a pandemia, o consumo interno segue aquém das expectativas. Isso fez com que empresários do país passassem a buscar com mais intensidade mercados externos, como o brasileiro, considerado estratégico.

O foco das empresas chinesas está em setores de alto valor agregado, como veículos elétricos, inteligência artificial e energia renovável. Especialistas apontam que esses segmentos estão em alta e despertam grande interesse entre os asiáticos.

Além disso, há uma mudança de perfil entre os investidores chineses. Até pouco tempo, apenas grandes grupos econômicos tinham condições de operar no Brasil. Agora, empresas médias se organizam para entrar com força no mercado nacional.

Há também o risco de o Brasil se tornar ainda mais dependente de produtos prontos importados, deixando de desenvolver sua própria capacidade tecnológica e industrial. Especialistas sugerem que, sem uma política clara de incentivo à inovação, o país perderá competitividade.

O alerta é de que, se o governo não reagir com medidas de proteção e estímulo à indústria nacional, o Brasil pode se tornar apenas consumidor de produtos estrangeiros, sem gerar empregos ou riqueza interna.

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