Fachin sinaliza medo de “poder externo” e comprova que a ficha caiu

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O ministro ressaltou que, embora alguns colegas queiram adiar o debate por causa das eleições, a paralisia do tribunal diante de polêmicas como o caso Banco Master pode ser prejudicial à instituição.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, manifestou a necessidade imediata de o tribunal adotar um Código de Conduta próprio para reforçar a transparência e a ética interna. Segundo o ministro, a iniciativa de autolimitação é essencial para impedir que forças externas e outros Poderes acabem impondo restrições ao Judiciário brasileiro. Ele alertou que a falta de uma organização interna rigorosa pode levar o país a cenários de crise institucional semelhantes aos registrados recentemente na Polônia e no México.

A proposta de Fachin toca em um ponto sensível: a relação de magistrados com parentes que atuam na advocacia. Sendo ele mesmo pai de uma advogada, o presidente da Corte defendeu que o assunto seja tratado abertamente e sem “filhofobia”, garantindo que todos os fatos e vínculos fiquem expostos de forma clara. O ministro ressaltou que, embora alguns colegas queiram adiar o debate por causa das eleições, a paralisia do tribunal diante de polêmicas como o caso Banco Master pode ser prejudicial à instituição.

Além das questões internas, Fachin demonstrou apreensão com as ameaças tecnológicas, descrevendo o uso de inteligência artificial nas eleições como uma perigosa “hemorragia de avatares”. Ele admitiu que o Supremo muitas vezes falha em proteger a própria imagem, especialmente ao ampliar o alcance do foro privilegiado, o que alimenta o descontentamento popular. Para o ministro, o papel central do STF neste ano deve ser o de guardião da estabilidade democrática, corrigindo posturas que expõem a Corte a ataques e críticas severas.

Com informações do Estadão.

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