Motoristas que não dão seta e trafegam lentamente na faixa da esquerda contribuem para engarrafamentos e aumentam riscos de acidentes na capital mato-grossense.
Em meio a congestionamentos que já fazem parte da rotina da capital mato-grossense, um problema recorrente vem chamando a atenção de motoristas e especialistas em trânsito: a falta de sinalização por parte dos condutores ao mudar de direção ou faixas, e o uso indevido da faixa da esquerda por veículos em baixa velocidade.
Essas infrações, que para muitos podem parecer “detalhes”, têm causado não apenas transtornos à fluidez do trânsito, mas também situações de risco e aumento na tensão diária dos condutores.
Seta: um gesto simples que salva vidas
A sinalização com a seta — também conhecida como pisca — é obrigatória por lei e fundamental para garantir que outros motoristas, ciclistas e pedestres possam prever o movimento do veículo à frente. No entanto, em Cuiabá, é comum ver motoristas realizando conversões ou trocando de faixa sem qualquer aviso prévio.
“A falta da seta é uma das infrações mais comuns e perigosas. Ela pode causar colisões traseiras, fechadas e até atropelamentos. A seta não é opcional, é uma ferramenta de segurança”, afirma um agente da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).
Faixa da esquerda: via de ultrapassagem, não de passeio
Outro comportamento frequente — e igualmente prejudicial — é a ocupação da faixa da esquerda por veículos em baixa velocidade. Pelo Código de Trânsito Brasileiro (CTB), essa faixa deve ser usada preferencialmente para ultrapassagens. Quando ocupada indevidamente, provoca lentidão e força ultrapassagens arriscadas pela direita, o que aumenta o risco de acidentes.
“Você fica preso atrás de um carro que não dá passagem, mesmo com várias oportunidades para ele ir para a direita. Isso gera estresse e confusão no trânsito”, desabafa um motorista de aplicativo que prefere não se identificar.
Reflexo no dia a dia
Além dos atrasos e do estresse, essas condutas refletem diretamente no aumento do tempo de deslocamento urbano e dificultam ainda mais a mobilidade em horários de pico. Em uma cidade onde a frota cresce a cada ano, atitudes como essas colaboram para transformar o trânsito em um verdadeiro teste de paciência.
Educação e fiscalização: caminhos para mudar
Especialistas apontam que o problema está enraizado na cultura do trânsito e na falta de fiscalização efetiva. Campanhas educativas são importantes, mas é a mudança de comportamento individual que pode gerar um impacto coletivo.
“Não é só sobre seguir regras, é sobre respeitar o outro. O trânsito é um espaço coletivo, e pequenas atitudes fazem uma grande diferença”, comenta a psicóloga especialista em comportamento no trânsito, Carla Mendes.
A Semob informou que atua com blitze educativas e de fiscalização, mas reconhece que a conscientização dos motoristas é essencial para reduzir infrações como essas.
Conclusão:
Enquanto muitos esperam soluções estruturais, como obras viárias e expansão do transporte público, a mudança imediata pode — e deve — começar com atitudes simples. Dar seta, respeitar as faixas e manter uma condução consciente não custa nada, mas vale muito: melhora o fluxo, reduz o estresse e pode até salvar vidas.
Da Redação
Parmenas Alt





