O líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), informou que irá retomar a pressão sobre Lira já na próxima reunião de líderes da semana que vem, forçando a inclusão do tema na pauta de votações do plenário.
O Partido Liberal (PL), sigla do ex-presidente Jair Bolsonaro, decidiu encerrar o acordo de “trégua” que havia estabelecido com o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), em relação ao projeto que concede anistia aos condenados e investigados pelos atos do 8 de Janeiro. O líder do PL na Casa, Sóstenes Cavalcante (RJ), informou que irá retomar a pressão sobre Lira já na próxima reunião de líderes da semana que vem, forçando a inclusão do tema na pauta de votações do plenário.
A mudança de postura do PL é uma reação direta à publicação do acórdão do julgamento de Bolsonaro no Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo Sóstenes Cavalcante, esse fato novo “acelera” a necessidade de aprovar a anistia antes que os processos avancem ainda mais. A meta do líder bolsonarista é ambiciosa: tirar o projeto da gaveta e levá-lo para ser votado em plenário já nas sessões da primeira semana de novembro, transformando a pauta em prioridade máxima.
O recuo põe fim ao acerto feito dias antes, onde a oposição havia concordado em aliviar a pressão. O combinado era só voltar a cobrar Lira quando o PL obtivesse apoio de deputados do chamado “Centrão”, buscando garantir mais de 290 votos. Agora, a nova estratégia de Sóstenes é apresentar um substitutivo a um projeto que já existe na Casa — o da dosimetria de penas —, mas com uma redação totalmente nova que prevê uma anistia “ampla, geral e irrestrita” a todos os envolvidos no 8 de Janeiro.
Com informações do Metrópoles.





