Na Jamaica, “o número de mortos confirmados pelo furacão Melissa agora é de 19”, disse a ministra da Informação, Dana Morris Dixon, a repórteres. Enquanto isso, a passagem devastadora de Melissa na quarta-feira agravou uma situação já difícil em Cuba, devido à grave crise econômica que assola a ilha há cinco anos. Em Santiago de Cuba, a segunda maior cidade do país, a tempestade provocou o desabamento de partes de casas e a destruição de telhados. A cidade ficou sem energia elétrica e muitas linhas de transmissão de alta tensão caíram no chão. As autoridades cubanas informaram que cerca de 735 mil pessoas foram deslocadas, principalmente nas províncias de Santiago de Cuba, Holguín e Guantánamo.
“Ajuda humanitária imediata”
O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, que viajou para a província de Holguín, uma das mais atingidas, declarou que o furacão causou “danos extensos”, mas nenhuma vítima fatal. O governo dos Estados Unidos, sob a presidência de Donald Trump, informou ter enviado equipes de resgate e resposta à Jamaica, Haiti, República Dominicana e Bahamas, e ofereceu ajuda a Cuba, seu histórico rival ideológico.
“Os Estados Unidos estão preparados para fornecer ajuda humanitária imediata” ao “corajoso povo cubano”, declarou o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na rede X. O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Yván Gil, anunciou o envio de 26 toneladas de ajuda humanitária a Cuba.
O Reino Unido prometeu aproximadamente 3,3 milhões de dólares (17,7 milhões de reais) em ajuda emergencial para a região e anunciou que disponibilizará voos para facilitar a saída de cidadãos britânicos da Jamaica. “El Salvador enviará três aviões com ajuda humanitária para a Jamaica amanhã”, declarou o presidente salvadorenho, Nayib Bukele, na rede X.
*Com informações da AFP -jovempan