
Ele admitiu que a devolução cobrirá “apenas um terço” do rombo.
O governo federal iniciou na segunda-feira (26) a devolução de valores aos aposentados e pensionistas do INSS que foram vítimas de descontos ilegais promovidos por entidades suspeitas. O ressarcimento começa com R$ 292 milhões, valor referente apenas à folha de abril, antes da Operação Sem Desconto, que revelou o esquema bilionário em 23 de abril, com ações da Polícia Federal e da CGU.
Segundo o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, a estimativa é que o total devolvido fique entre R$ 1 bilhão e R$ 2 bilhões, valor bem abaixo dos cerca de R$ 6 bilhões desviados. Ele admitiu que a devolução cobrirá “apenas um terço” do rombo.
O escândalo provocou reação no Congresso, onde cresce o apoio à criação de uma CPMI para investigar o esquema que operava desde 2020. Mais de 9,2 milhões de segurados foram consultados sobre autorizações para descontos, e o INSS estima que ao menos 4,1 milhões foram vítimas diretas. Waller revelou que 41 entidades já tiveram os acordos suspensos após denúncias dos próprios beneficiários.
A devolução seguirá um calendário conforme o valor do benefício e o número do cartão do INSS. O atendimento pode ser feito pelo site Meu INSS, pelo aplicativo ou pelo telefone 135. Enquanto isso, o governo Lula tenta justificar o uso de verba pública para cobrir prejuízos causados por falhas de fiscalização, mesmo com críticas de que o Estado está “pagando pelo que deixou roubar”.
Com informações do Diário do Poder.




