O uso do drone ocorreu durante a apresentação da comissão de frente, na qual um integrante sobrevoou a pista por aproximadamente 40 segundos. Segundo a agência, o transporte de pessoas em aeronaves não tripuladas é expressamente proibido no Brasil. Isso porque os equipamentos não possuem certificação para garantir a segurança da vida humana.
Anac exige dados para avaliar riscos de segurança em apresentação na Marquês de Sapucaí
No desfile, o drone de grande porte levou um integrante que representava o personagem Negrinho do Pastoreio. O aparelho decolou quatro vezes em frente às cabines onde ficavam os jurados ao longo da avenida.
Apesar de ter impressionado o público, a manobra foi feita sem que a escola tivesse a autorização necessária dos órgãos que controlam o espaço aéreo.
Em comunicado, a Anac reforçou que os drones não foram criados para levar passageiros, animais ou cargas perigosas. O órgão destacou que o uso incorreto pode causar acidentes fatais, colocando em risco tanto quem está voando quanto, neste caso, as pessoas que assistiam ao desfile.
O documento enviado pede que a Portela informe o modelo e o número de série do drone, além de provar que o equipamento está registrado. A agência também quer saber quem foi o piloto que controlou o aparelho.
A Liesa afirmou que ainda não recebeu o aviso oficial e a Portela ainda não comentou o caso publicamente. O carnavalesco da escola, André Rodrigues, pediu demissão do cargo logo após o desfile.
(Essa matéria usou informações de CNN Brasil, G1 e Poder 360.)