Lula é o mais rejeitado e vê chances de reeleição derreterem

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Esse alto índice de resistência atua como um teto de vidro, dificultando qualquer tentativa de expansão de sua base eleitoral para o pleito que se aproxima.

A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada na quarta (25) revelou que o presidente Lula é o pré candidato mais rejeitado no Brasil. Segundo os dados, o petista encabeça a lista de políticos em quem os brasileiros “não votariam de jeito nenhum”, superando todos os seus adversários diretos. Esse alto índice de resistência atua como um teto de vidro, dificultando qualquer tentativa de expansão de sua base eleitoral para o pleito que se aproxima.

O levantamento detalha que a rejeição a Lula atingiu 48,2%, o patamar mais elevado entre as figuras públicas testadas. Esse número coloca o atual mandatário em uma posição de vulnerabilidade superior à de nomes como Flávio Bolsonaro, que registra 46,4% de rejeição, e até mesmo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que aparece com 44,2%. O sentimento de “invotabilidade” em relação ao petista é hoje o principal obstáculo para sua sobrevivência política no cenário nacional.

Além da rejeição direta, o medo do futuro sob a gestão petista também se destaca como um fator determinante na opinião pública. Quando questionados sobre qual resultado eleitoral causa mais preocupação, 47,5% dos entrevistados apontaram a reeleição de Lula como o maior temor, superando os 44,9% que temem uma vitória de Flávio Bolsonaro. Esse clima de desconfiança generalizada corrobora a tendência de queda na aprovação do governo, que vem perdendo fôlego mês a mês.

A situação de Lula é ainda mais complexa quando comparada ao resto do espectro político, onde ele figura com números piores do que lideranças regionais e novos nomes da direita. Políticos como Tarcísio de Freitas e Ronaldo Caiado apresentam índices de rejeição significativamente menores, na casa dos 35% e 36%, respectivamente. Historicamente, o instituto Atlas costuma ser mais generoso com os números da esquerda, o que torna a liderança negativa de Lula um dado ainda mais incontestável e preocupante para a militância.

A pesquisa foi realizada com uma amostra robusta de 4.986 respondentes entre os dias 19 e 24 de fevereiro de 2026, utilizando a metodologia de recrutamento digital aleatório. O nível de confiança é de 95%, com uma margem de erro estreita de apenas um ponto percentual para mais ou para menos. O estudo está oficialmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07600/2026.

 

 

 

Por: Pablo Carvalho-PNN

 

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