Movimento inclui um gendarme argentino acusado de ‘terrorismo’, excluídos da lei da anistia aprovada na última quinta-feira
Mais de 200 presos políticos na Venezuela, incluindo um gendarme argentino acusado de “terrorismo”, iniciaram uma greve de fome para exigir sua libertação, disseram familiares à AFP neste domingo (22). A greve começou na noite de sexta-feira na prisão Rodeo I, nos arredores de Caracas.
As famílias explicaram que nem todos os detidos aderiram ao protesto contra o alcance de uma lei de anistia recém-aprovada, que exclui casos envolvendo militares acusados de “terrorismo”, uma ocorrência comum nesta prisão.
“Aproximadamente 214 pessoas no total, incluindo venezuelanos e estrangeiros, estão em greve de fome”, afirmou Yalitza García, sogra do gendarme argentino Nahuel Agustín Gallo.
“Eles decidiram entrar em greve de fome na sexta-feira, em decorrência da lei de anistia, que exclui a grande maioria”, disse Shakira Ibarreto, filha de um policial detido em 2024.
O Parlamento aprovou a lei de anistia na última quinta-feira, promovida pela presidente interina Delcy Rodríguez. Rodríguez assumiu o poder após a captura de Nicolás Maduro em uma incursão militar dos Estados Unidos.
*Com informações da AFP





