O impasse entre Governo e Senado o Análise de Messias para o STF pode ficar para 2026

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Sabatina é cancelada após Executivo não enviar mensagem oficial de indicação; Alcolumbre fala em ‘omissão grave’

Com o Congresso na reta final das atividades do ano e sem perspectiva imediata de envio da mensagem presidencial ao Senado da indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, ao STF (Supremo Tribunal Federal), a avaliação entre integrantes da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) é que a análise da indicação deve ficar apenas para 2026.

A sabatina na comissão e a votação de Messias no plenário estavam previstas para 10 de dezembro, mas o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), cancelou o calendário por não ter recebido a mensagem formal da indicação. Com isso, o processo só deve ser retomado quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva informar o Senado de forma oficial sobre a escolha de Messias.

Ao anunciar o cancelamento da sabatina de Messias, Alcolumbre disse que a ausência da comunicação oficial impede o início do rito legislativo e configura “uma omissão grave e sem precedentes”, além de interferir no cronograma da sabatina, que é prerrogativa do Senado.

O presidente da CCJ, senador Otto Alencar (PSD-BA), afirmou que, mesmo que a mensagem seja enviada nos próximos dias, já não haveria tempo hábil para concluir o processo antes do recesso parlamentar, que pode começar em 17 de dezembro.

“O presidente não encaminhou [a mensagem], e acho que esse prazo agora vai ficar inviável. Vamos para o recesso. Vai ser um tempo muito pequeno. Então, certamente vai ficar para o próximo ano”, disse o senador.

Otto destacou que nem ele nem Alcolumbre tentaram “atropelar os fatos”, e que sabiam desde o início que a publicação da indicação no Diário Oficial não bastava: era necessário o envio formal do presidente da República, com currículo e documentação de Messias.

“Em nenhum momento tentamos atropelar os fatos, nem eu nem o Davi. Sabíamos que só a mensagem do Diário Oficial não era suficiente. Suficiente tinha que ser uma mensagem com o currículo. Tem que mandar o currículo, e quem faz isso é o presidente da República. De tal sorte que nós vamos ter que esperar”, comentou o presidente da CCJ.

 

R7

 

 

 

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