“Oi, Mauro”: Pedro Taques volta à cena com cutucadas diretas e cobra explicações sobre escândalo dos R$ 308 milhões

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Ex-governador promete manter pressão sobre Mauro Mendes e resgata caso da Oi, que envolve repasses milionários a fundos ligados a aliados e familiares do atual chefe do Executivo

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O ex-governador de Mato Grosso, Pedro Taques (sem partido), reapareceu no cenário político nesta semana com uma série de declarações afiadas e, como ele mesmo definiu, com um novo “hábito” que vai manter, pelo menos até as eleições de 2026: dar um “Oi, Mauro” periódico ao atual governador do Estado, Mauro Mendes (União Brasil).

As cutucadas de Taques têm endereço certo — e tema específico: o controverso acordo de R$ 308 milhões firmado entre o Governo de Mato Grosso e a operadora de telefonia Oi. Segundo o ex-governador, parte desses valores teria sido repassada a fundos ligados ao filho de Mendes e, agora, segundo reportagem do jornal Folha de São Paulo, também a um fundo associado ao chefe da Casa Civil do Governo Mauro Mendes.

“É muito dinheiro. Eu preciso saber disso. Você, cidadão, precisa saber disso. Porque esse dinheiro é meu, é seu, é nosso”, afirmou Taques em vídeo divulgado nas redes sociais. “Oi, Mauro. Nós não vamos nos esquecer.”

O ex-gestor, que comandou o Estado entre 2015 e 2018, tem intensificado suas críticas à atual gestão e diz que a população tem o direito de exigir transparência em relação ao destino de recursos públicos.

“Mauro Mendes precisa se explicar”, cobrou Taques, resgatando o episódio tratado como “sigiloso” pela atual administração.

O caso da Oi ganhou notoriedade após vir à tona a existência de pagamentos milionários à operadora, sem detalhes claros sobre a finalidade e os critérios do acordo. Agora, com as novas informações publicadas pela Folha, o episódio volta ao centro do debate político local.

A estratégia de Pedro Taques parece clara: se manter no radar do eleitorado com mensagens diretas ao atual chefe do Palácio Paiaguás — e, quem sabe, pavimentar seu retorno ao jogo eleitoral em 2026. “Oi, Mauro” pode ser só o começo.

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