Ondas de calor ficarão (mais) infernais – e não vai demorar muito

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Um novo estudo aponta que os bloqueios atmosféricos devem potencializar a ocorrência das ondas de calor no futuro

Os efeitos das mudanças climáticas já são conhecidos e estamos experimentando muitos deles nos últimos anos. É o caso, por exemplo, das ondas de calor, períodos de tempo com temperaturas muito acima do normal.

Estes fenômenos tendem a se tornar cada vez maiores e mais intensos. E, de acordo com um estudo realizado por pesquisadoras da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), isso pode ser uma consequência dos bloqueios atmosféricos.

Ar quente fica preso e aumenta ocorrência das ondas de calor

Os cientistas explicam que os bloqueios atmosféricos são sistemas que impedem a chegada de frentes frias. Esses fenômenos criam uma bolha de calor, onde o ar quente fica preso e não há formação de nuvens nem ocorrência de chuvas.

Segundo os pesquisadores, até 2071, esses sistemas podem se tornar dez vezes mais potentes, agravando ainda mais o problema das ondas de calor. E, para piorar, isso aconteceria tanto no continente quanto no oceano.

Conceito de catástrofe; Aquecimento Global
Aumento das temperaturas é um dos efeitos das mudanças climáticas (Imagem: Bigc Studio/Shutterstock)

O bloqueio impede a formação de nuvens e a chegada de massas de ar frio. Isso deixa o tempo seco, mais ensolarado e quente, tanto em terra quanto no mar. É um processo que gera ondas de calor terrestres e marinhas, com efeitos prolongados.

Regina Rodrigues, oceanógrafa e uma das autoras do estudo

A expectativa é que estas temperaturas anormais sejam registradas mesmo fora do verão. Na verdade, já estamos vivendo este cenário. Em pleno outono, parte do Brasil experimenta o segundo veranico do mês de maio, com manhãs frias, tardes quentes e noites geladas.

Alerta para a saúde

  • As conclusões do novo estudo são preocupantes pensando na saúde da população.
  • Diversos trabalhos já mostraram que o calor extremo está diretamente ligado ao aumento no número de mortes por infarto e Acidente Vascular Cerebral (AVC), por exemplo.
  • Os maiores efeitos são sentidos entre idosos, crianças, pessoas doentes ou em situação de vulnerabilidade.
  • Por conta disso, é necessária a adoção de medidas urgentes de adaptação climática.
  • Uma delas é tornar as cidades mais verdes, criando florestas urbanas que podem reduzir os tamanhos dos efeitos do calor extremo.

As informações são do G1.

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