Pescadores ainda andam engasgados com Mauro Mendes por conta do Transporte Zero do pescado

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Hoje completa dois anos e um mês da lei que proibiu o transporte do pescado deixando milhares de pescadores ainda sem perspectiva de melhorar seu rendimento familiar

  • No final de junho de 2023, a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) aprovou o Projeto de Lei nº 1.363/2023, que proibia por cinco anos o transporte, armazenamento e comercialização de peixes provenientes dos rios estaduais com fins comerciais.

  • A justificativa do governo foi de preservar os estoques pesqueiros e promover o repovoamento dos rios para fins de turismo ecológico e pesca esportiva (“pesque e solte”).


A reação dos ribeirinhos

  • Cerca de 15 mil pescadores tradicionais e suas famílias perderam sua principal fonte de renda com essa medida, uma vez que muitas das espécies proibidas (como cachara, pintado, pirarucu e tucunaré) representavam 90% da produção comercial local.

  • Muitos relatam queda drástica de renda, de vários milhares para menos de R$ 200 por mês.

  • A mobilização incluiu protestos, ações públicas, participação de partidos políticos, organizações socioambientais e até intervenção da Defensoria Pública da União e do STF.

  • Representantes — como o deputado Wilson Santos — chegaram a vincular mortes por infarto entre pescadores à insegurança jurídica e impacto emocional gerados pela implementação da lei.


Ajustes e tentativas de conciliação

  • No início de 2024, em processo de conciliação no Supremo Tribunal Federal (STF), o governo propôs liberar a pesca de mais de 100 espécies, mantendo a proibição apenas para 12 espécies principais.

  • Essa mudança representou uma tentativa de diminuir a tensão, mas os ribeirinhos continuaram insatisfeitos, já que as espécies liberadas eram de menor valor econômico.

  • O governo manteve seu discurso de que a pesca tradicional gerava pobreza e que o turismo ecológico seria mais lucrativo para essas comunidades.


Por que os ribeirinhos estão “engasgados” com Mauro Mendes

  1. Perda imediata de renda, sem alternativas de sustento adequadas.

  2. Restrição de mobilidade – transporte Zero, impedindo livre comercialização de peixes do próprio rio.

  3. Críticas à falta de participação e transparência durante a tramitação da lei.

  4. Alívio econômico irrisório oferecido pelo governo: 1 salário mínimo por até 3 anos, sem garantia para os demais 2 anos da vigência.

  5. O Relato de dezenas de pescadores principalmente das regiões do município de Santo Antônio, Barão de Melgaço, Acorizal, Nobres, Rosário, Várzea Grande e algumas outras regiões chegaram a afirmar que essa foi uma lei que judiou muito com a suas principais fontes de renda, alguns afirmaram que era o ser trabalho do dia a dia e que do pescado é que sustentavam a suas famílias. Não foi só pescadores os prejudicados, na lista estão os pesqueiros e comércios dessas regiões.
  6. Conversando ainda com muitos deles, nas duas principais cidades de maior número do pescado, Santo Antônio e Barão de Melgaço, sobre as eleições, eles deixaram bem claro que não é vingança, mas se Mauro Mendes vier a se candidatar, jamais receberiam seus votos.
  7. Da Redação: Parmenas Alt

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