Pesquisa: 72% dos cariocas apoiam que facções criminosas sejam classificadas como terroristas

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O resultado reflete o cansaço do cidadão frente à guerra urbana.

Uma pesquisa bombástica divulgada nesta segunda-feira (3) revela o desespero e a indignação dos moradores do Rio de Janeiro. Segundo o levantamento Genial/Quaest, uma maioria esmagadora de 72% da população defende que facções criminosas como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) sejam classificadas, de uma vez por todas, como organizações terroristas. O resultado reflete o cansaço do cidadão frente à guerra urbana.

A sondagem, realizada logo após a recente megaoperação de segurança no estado, ouviu 1.500 pessoas entre os dias 30 e 31 de outubro, com margem de erro de 3 pontos. O número avassalador mostra que o carioca não aceita mais a política de “passar a mão” na cabeça de bandido. A população quer que o crime organizado receba a punição máxima prevista na legislação, refletindo a gravidade de seus atos.

Curiosamente, o anseio popular colide diretamente com a posição oficial do governo brasileiro. Técnicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública já afirmaram, em conversas internacionais, que a legislação do país não permite classificar o CV ou o PCC como terroristas. O Brasil insiste em tratá-los apenas como meros “grupos criminosos”, ignorando a brutalidade e o terror que impõem diariamente.

A confusão conceitual reside na interpretação da Lei Antiterrorismo (Lei n.º 13.260/2016). A norma define terrorismo como atos cometidos com a finalidade de provocar terror social ou generalizado, expondo a perigo a vida, o patrimônio e a paz pública. Os crimes previstos são gravíssimos, incluindo o uso de explosivos, sabotagem e atentados contra a vida das pessoas.

Analisando a lei, fica evidente o motivo da revolta popular: a atuação do crime organizado no Rio de Janeiro, com seus fuzis, uso de força bruta e dominação de territórios, cumpre todos os requisitos para ser enquadrada como terror. Não se trata apenas de roubo ou tráfico, mas de uma verdadeira imposição do medo para paralisar a sociedade.

Enquanto a população clama por rigor máximo, a discussão sobre a PEC da Segurança e o fim das “saidinhas” ganham força no Congresso. O resultado da pesquisa serve como um duro recado aos políticos e juristas: a maioria não tolera mais a inércia do Estado e exige que as facções sejam tratadas pelo que realmente são: grupos que praticam atos de terror contra o cidadão de bem.

Com informações da CNN

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