Presidente colombiano classifica medida como ilegal, defende soberania venezuelana e cobra reação de países da América Latina e do Caribe
Petro afirmou que fala tanto como presidente da Colômbia quanto no exercício da presidência pro tempore da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac). Segundo ele, a determinação americana — feita pelo presidente Donald Trump — viola princípios básicos do direito internacional e da soberania nacional. “Um presidente estrangeiro não pode fechar o espaço aéreo nacional, ou o conceito de soberania deixará de existir”, escreveu.
A declaração de Trump foi feita no sábado (29), em meio à escalada de tensões com o governo de Nicolás Maduro. Ele pediu que companhias aéreas, pilotos e até traficantes de drogas e de pessoas “considerem o espaço aéreo acima e ao redor da Venezuela fechado em sua totalidade”. A advertência ocorreu após autoridades de aviação dos EUA alertarem para riscos crescentes no país, citando piora da segurança e mobilização militar venezuelana.
O anúncio teve impacto imediato. Desde então, seis companhias aéreas — entre elas Iberia, TAP, Avianca, Latam, GOL e Turkish Airlines — suspenderam voos de e para a Venezuela. Em resposta, a autoridade aeronáutica venezuelana revogou as permissões dessas empresas para operar no país.
Petro afirmou que “nenhuma companhia deve aceitar ordens ilegais sobre o espaço aéreo” e pediu que a União Europeia normalize os voos para a Venezuela ou aplique multas às empresas que descumprirem acordos regionais. Ele também defendeu sanções a empresas colombianas que se recusarem a prestar serviços contratados ou ignorarem diretrizes da OACI e do governo colombiano.
Para o presidente, fechar unilateralmente os céus de um país representa um precedente perigoso. “A humanidade deve ter a liberdade de voar, e os céus devem estar abertos em todo o mundo”, declarou.
JovemPan





