Coronel Tinoco destaca iniciativas da corporação para acolher policiais com depressão, estresse e ideação suicida: “O trabalho exige muito do psicológico e físico”
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Diante do crescente número de casos de depressão e suicídio entre agentes de segurança pública no Brasil, a Polícia Militar de Mato Grosso tem redobrado os esforços para cuidar da saúde mental de seus profissionais. O comandante geral da Corporação, coronel Cláudio Fernando Tinoco, destacou as ações desenvolvidas para garantir atendimento psicológico e psiquiátrico aos policiais que enfrentam crises emocionais.
“É preciso amparar o policial, resgatar, fazer com que ele se sinta acolhido pela instituição”, afirmou o coronel, ao comentar relatos de militares exaustos, estressados e até com pensamentos suicidas.
Segundo ele, o cenário é reflexo do impacto emocional que a rotina intensa e de alto risco impõe aos servidores da segurança pública.
“A população mundial enfrenta problemas relacionados à saúde mental, e a polícia militar não é diferente. A exigência física e psicológica é muito grande. Por isso, fortalecemos a atuação da Diretoria de Saúde em parceria com a Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (Seplag)”, pontuou Tinoco.
Neste ano, foi implementado um protocolo que permite ao servidor público estadual — incluindo os militares — agendar consultas online com psicólogos e psiquiatras diretamente pelo celular. A medida facilita o acesso ao atendimento imediato, evitando a burocracia e incentivando os policiais a procurarem ajuda sem medo ou constrangimento.
Além disso, a PMMT ampliou os recursos e capacitações da Diretoria de Saúde, que passou a contar com equipes preparadas para atuar em todo o estado. Quando há sinal de que um policial precisa de auxílio, os profissionais podem ir até ele, onde quer que esteja, para prestar o suporte necessário.
“Nós queremos estar próximos do nosso policial, fazer com que ele se sinta seguro e amparado pela instituição. O cuidado com a saúde mental é uma prioridade”, reforçou o comandante.
A iniciativa da PMMT acompanha uma preocupação crescente em todo o país: o número de policiais com transtornos mentais vem aumentando nos últimos anos, agravado pelas pressões da profissão, questão financeira e, muitas vezes, pela ausência de políticas públicas adequadas de apoio psicológico.
Com essas ações, a corporação busca mudar essa realidade, oferecendo acolhimento, tratamento e, principalmente, humanidade a quem dedica a vida para proteger a sociedade.





