Polícia Civil desarticula quadrilha que roubou mais de 100 toneladas de milho em Mato Grosso

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Esquema envolvia funcionários de fazenda, transportadores e empresas do setor agrícola; sete pessoas foram presas

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A Polícia Civil de Mato Grosso desencadeou, na manhã desta quarta-feira (28/05), a Operação Rota Final, com o objetivo de desarticular uma quadrilha especializada no furto de grãos, que teria desviado ao menos 100 toneladas de milho de uma fazenda localizada no município de Ribeirãozinho (MT).

A investigação, coordenada pela Delegacia de Torixoréu, revelou um esquema criminoso que envolvia desde funcionários da fazenda até transportadores e empresários, utilizando-se de documentos falsificados e violação de protocolos fiscais para viabilizar o desvio das cargas.

De acordo com a Polícia Civil, 37 ordens judiciais estão sendo cumpridas simultaneamente nas cidades de Nova Mutum, Nova Monte Verde, Cuiabá (MT) e Caiapônia (GO). As medidas incluem:

  • 7 mandados de prisão,

  • 7 de busca e apreensão,

  • 7 quebras de sigilo telemático,

  • 2 suspensões de atividades empresariais,

  • 9 bloqueios de contas bancárias,

  • 3 sequestros de veículos

  • e 2 pedidos de fiscalização à Secretaria de Fazenda (Sefaz-MT).

A operação contou com o apoio da 1ª Delegacia de Polícia de Barra do Garças, das Delegacias Regionais de Nova Mutum e Alta Floresta, da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), além da colaboração da Polícia Civil de Caiapônia (GO).

Esquema fraudulento envolvia emissão de notas frias e descumprimento de protocolos

As investigações começaram em setembro de 2024, após o desaparecimento das cargas da fazenda. O alerta foi dado pelo gestor administrativo da empresa proprietária da lavoura, que notou a saída irregular de dois caminhões, sem a emissão de notas fiscais e sem passar pelos trâmites padrão de embarque.

Com o avanço das diligências, os investigadores identificaram indícios robustos da atuação coordenada de vários suspeitos, inclusive com a apreensão de comprovantes de pagamentos ilícitos, dados sobre os veículos utilizados e registros dos motoristas envolvidos.

As cargas furtadas foram localizadas em uma empresa instalada no Distrito Industrial de Cuiabá, o que levou à suspensão temporária de suas atividades, por determinação judicial.

O delegado responsável pela operação, Pablo Rigo, afirmou que o grupo poderá responder por furto qualificado, associação criminosa, falsificação e uso de documentos falsos, além de outros crimes correlatos. “Trata-se de um esquema com ramificações e estrutura sofisticada, que lesou diretamente o setor produtivo e o fisco estadual”, destacou.

A Polícia Civil informou que a operação ainda está em andamento e novas diligências serão realizadas para identificar todos os envolvidos e mensurar o impacto total da fraude.

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