Crime ocorreu no início da noite deste domingo, 25/05, no interior da residência do casal no bairro Praeirinho, em Cuiabá
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CUIABÁ (MT) — Um crime brutal chocou a capital mato-grossense na noite deste domingo, 25 de maio. O cabo da Polícia Militar de Mato Grosso, Ricker Maximiano de Moraes, 35 anos, assassinou a tiros sua esposa, Gabrielle de Souza, 31 anos, na residência do casal que fica no bairro Praeirinho, em Cuiabá, e fugiu do local levando consigo a filha, uma criança ainda não identificada formalmente.
Ricker, que é lotado no município de Diamantino, a 200 km da capital, deixou a filha na casa de seu pai, onde também teria deixado a arma utilizada no crime. No entanto, ao chegarem ao local, investigadores da Polícia Judiciária Civil (PJC) não encontraram o armamento.
O delegado responsável pelo caso, Edson Pick, afirmou que a cena do crime foi violada e denunciou que a própria Polícia Militar teria retirado a arma do local sem autorização judicial ou coordenação com a investigação.
“A Polícia Militar veio aqui e retirou a arma de onde ele tinha deixado. Mais uma vez, a PM veio mexer numa cena de crime. Isso atrapalha demais a investigação”, criticou o delegado, visivelmente frustrado.
Pick relatou ainda que não há informações concretas sobre o paradeiro do cabo Ricker.
“Agora é aguardar a PM apresentar a arma para dizer como ela pegou do local do crime. Atrapalha muito”, reforçou.
A motivação para o crime ainda é desconhecida. Informações preliminares e não confirmadas apontam que Ricker teria passado por Várzea Grande e deixado a cidade, mas os detalhes sobre sua rota e destino permanecem incertos.
Histórico polêmico
Esta não é a primeira vez que o policial militar se envolve em episódios armados. Em 2024, Ricker esteve no centro de uma polêmica após matar um cachorro da raça pitbull no bairro Shangri-Lá, onde residia. Na ocasião, imagens de câmeras de segurança mostraram que ele agiu em legítima defesa para proteger a si e à filha, quando o animal avançou contra eles.
Agora, no entanto, o militar é acusado de feminicídio — crime hediondo e passível de pena agravada — e passa a ser considerado foragido. A Polícia Civil segue em diligências na tentativa de localizá-lo.
A morte de Gabrielle de Souza se soma às estatísticas alarmantes de violência contra a mulher no Brasil, e reacende o debate sobre a presença de armas de fogo em contextos familiares e o controle psicológico de agentes da segurança pública.
As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). A Polícia Militar de Mato Grosso ainda não se pronunciou oficialmente sobre a retirada da arma da cena do crime.
Da redação





