Silvio Rangel destacou, durante feira nacional, que a cadeia produtiva florestal alia geração de empregos, inovação e preservação ambiental.
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Durante a Feira Madeira Sustentável, realizada em Santa Catarina, o presidente do Sistema Federação das Indústrias de Mato Grosso (Sistema Fiemt), Silvio Rangel, reforçou o protagonismo da indústria de base florestal no desenvolvimento econômico e sustentável de Mato Grosso. Segundo ele, o setor não apenas movimenta a economia regional, mas também desempenha um papel essencial na conservação ambiental e na geração de empregos.
O evento, que reuniu lideranças, empresários e especialistas do segmento, foi promovido pelo Centro das Indústrias Produtoras e Exportadoras de Madeira do Estado de Mato Grosso (Cipem) e pelo Fórum Nacional das Atividades de Base Florestal (FNBF), com apoio do Sebrae de Santa Catarina e Mato Grosso, além da parceria estratégica com a Fiemt, por meio do programa Empreenda Mais IND.
“Mato Grosso se destaca como um dos principais polos madeireiros do país. A indústria de base florestal mostra que é possível aliar progresso com responsabilidade. Geramos empregos, renda e inovação mantendo a floresta em pé”, afirmou Rangel. “Apoiar essa cadeia produtiva é um compromisso com o futuro e com um modelo econômico mais equilibrado”, completou.
Floresta em pé, economia em movimento
Segundo o Cipem, existem hoje mais de 13,4 mil estabelecimentos do setor de base florestal no Brasil, dos quais 946 estão localizados em Mato Grosso. Esse universo é responsável pela geração de mais de 15 mil empregos diretos no estado, demonstrando o peso social e econômico da atividade.
Além do impacto direto no mercado de trabalho, o setor vem se destacando por incorporar tecnologias que aumentam a produtividade e reduzem o impacto ambiental das operações. Rangel pontuou que a modernização da indústria é uma resposta às exigências do mercado global e também uma forma de reforçar o compromisso ambiental da cadeia.
“A inovação é hoje um pilar estratégico da base florestal. Investimentos em maquinário, manejo inteligente e rastreabilidade estão fazendo com que a produção seja não só mais eficiente, mas também mais segura do ponto de vista ambiental”, explicou o presidente da Fiemt.
Sustentabilidade como diferencial competitivo
Com a pauta ambiental ganhando cada vez mais espaço nas discussões econômicas globais, o setor de base florestal mato-grossense tem buscado se posicionar como exemplo de modelo produtivo sustentável. As florestas manejadas legalmente contribuem para conter o avanço do desmatamento ilegal, ao mesmo tempo em que geram oportunidades econômicas para comunidades locais e empreendedores.
“O setor prova que é possível transformar recursos naturais em valor sem comprometer o meio ambiente. É uma indústria que mantém a floresta viva, promovendo o uso racional e legal dos recursos madeireiros”, destacou Silvio Rangel.
A Feira Madeira Sustentável serviu não apenas como vitrine para negócios, mas como um espaço de articulação política e técnica para defender políticas públicas que incentivem o crescimento responsável do setor.





