Ratos paralisados voltam a andar com novo implante cerebral

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Tecnologia usa estímulos elétricos para recuperar movimentos e traz esperança no combate à lesão medular

Pesquisadores da Universidade de Auckland, na Nova Zelândia, desenvolveram uma tecnologia minimamente invasiva que restaurou parcialmente o movimento em ratos com lesões na medula espinhal — um avanço promissor rumo a tratamentos eficazes para lesões medulares em humanos e animais de estimação.

Detalhes do estudo

  • A inovação consiste em um implante ultrafino, biocompatível, que se ajusta diretamente ao local da lesão e aplica descargas elétricas controladas de baixa frequência.
  • Esse estímulo promoveu a regeneração de fibras nervosas (axônios) e a formação de novas conexões neurais na medula espinhal danificada.
  • Os pulsos usados, com frequência de 2 Hz, já haviam se mostrado eficazes em laboratório para estimular o crescimento de neurônios.
  • No experimento, dois grupos de ratos com lesão espinhal foram acompanhados: um recebeu o tratamento elétrico por até 12 semanas, e o outro se recuperou naturalmente.
  • Após quatro semanas, os ratos tratados apresentaram melhorias motoras significativas, incluindo melhor coordenação, posicionamento das patas, resposta ao toque e recuperação sensorial.
  • Abordagem se mostrou superior a métodos anteriores

    Embora estudos anteriores, como um de 2012 na Suíça, já tenham usado estimulação elétrica em combinação com terapias químicas e reabilitação, a nova abordagem é menos invasiva, focada exclusivamente na estimulação elétrica e não causa danos adicionais à medula.

    Ainda que os ratos tenham maior capacidade de regeneração espontânea que os humanos, os resultados abrem caminho para novas terapias.

  • A equipe planeja seguir investigando os efeitos de diferentes dosagens de estimulação, com o objetivo de criar um dispositivo médico que possa ser utilizado em humanos com lesão medular.
    Implante com pulsos elétricos mostra recuperação motora em ratos e avança em direção à aplicação clínica em humanos – Imagem: Gallinago_media/ShutterstockOLHAR DIGITAL

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