Senadores são indiciados por cobrar propina de farmacêutica

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Polícia Federal acusa três políticos do MDB de receber R$ 20 milhões para favorecer Hypermarcas

A Polícia Federal concluiu que os senadores Eduardo Braga (MDB-AM), Renan Calheiros (MDB-AL) e o ex-senador Romero Jucá (MDB-RR) cobraram propina para beneficiar o grupo farmacêutico Hypermarcas (atual Hypera Farma). A investigação, iniciada como parte da Operação Lava Jato, revelou que os políticos receberam cerca de R$ 20 milhões para facilitar a aprovação de projetos de interesse da empresa no Senado, entre 2014 e 2015.

Segundo o relatório da PF, divulgado pelo portal UOL, Renan Calheiros ainda teria indicado um nome para ocupar um cargo na diretoria da Anvisa com o objetivo de favorecer a Hypermarcas junto à agência reguladora. As informações surgiram a partir de delações premiadas de executivos da empresa, firmadas com a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O inquérito foi finalizado em agosto e enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), sendo o ministro Edson Fachin o relator do caso. Agora, cabe à PGR decidir se formaliza uma denúncia contra os senadores envolvidos.

Os advogados de Romero Jucá classificaram o indiciamento como injusto, alegando que a PF se baseou unicamente nas delações dos executivos da Hypermarcas. A defesa de Eduardo Braga também se manifestou, afirmando que acredita que o inquérito será arquivado. Renan Calheiros e a empresa ainda não se pronunciaram sobre as acusações.

Com informação do Plenop News.

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