Ministério da Defesa disponibilizou 1.465 vagas, distribuídas em 28 cidades de 13 estados, além do Distrito Federal
Para serem aprovadas, as candidatas precisam atender os critérios estabelecidos, como idade, peso, altura e força. Após o alistamento, será realizada a seleção e, depois, a incorporação às Forças Armadas. Para as mulheres, o serviço militar se torna obrigatório a partir do momento da admissão. Sendo assim, as selecionadas ficam obrigadas a prestar o serviço militar pelo período de um ano, em 2026.
As candidatas não precisam ter formação educacional complementar, e o procedimento é gratuito, ou seja, não há pagamento de nenhuma taxa. Depois do cumprimento do serviço militar, as primeiras mulheres vão receber o Certificado de Reservista no Brasil. Em caso de guerra, elas estarão aptas a atender uma eventual convocação.
Para a primeira turma, o Ministério da Defesa disponibilizou 1.465 vagas em diversas regiões do país, sendo 1.010 para o Exército, 300 para a Aeronáutica e 155 para a Marinha. Os postos estão distribuídos em 28 cidades de 13 estados, além do Distrito Federal. Depois do serviço prestado, as mulheres vão para a reserva não remuneratória.
No Dia do Exército, comemorado em 16 de abril, o comandante do Exército, general Tomás Paiva, afirmou que a imparcialidade e o profissionalismo sempre devem nortear as ações e destacou que, a partir de 2026, as mulheres serão incorporadas à força terrestre. O militar ainda sugeriu ao governo federal “atenção redobrada” em investimentos na área da Defesa.
“A partir do próximo ano, refletindo nosso compromisso com a igualdade de oportunidades, as mulheres também serão incorporadas à Força Terrestre. A implementação do Serviço Militar Inicial Feminino reforça o alicerce fundamental da defesa de nossa nação, bem como destaca a confiabilidade em nossa instituição, haja vista terem sido contabilizados, até a presente data, cerca de 30 mil alistamentos de mulheres”, afirmou Paiva.
Antes, o ingresso de mulheres no serviço militar era majoritariamente por concursos públicos para cargos específicos de nível superior, como medicina, engenharia e direito. Atualmente, as Forças Armadas contam com 37 mil mulheres – cerca de 10% de todo o efetivo.
Processo
O processo de recrutamento para o Serviço Militar Inicial Feminino tem cinco fases: alistamento, comissão de seleção geral, designação de onde os inscritos devem comparecer, seleção complementar e incorporação. No caso das mulheres, elas serão incorporadas ao longo de 2026. Depois, prestam o trabalho temporário com os mesmos direitos, deveres e salários que os homens selecionados.
De acordo com a Defesa, o serviço militar é temporário e dura 12 meses. Caso a mulher decida seguir carreira militar, deverá ter curso superior e ser aprovada em concurso público específico para escola de formação militar. A candidata aprovada vai passar, então, pelos cursos específicos. Após essas etapas, as militares serão consideradas de carreira.
Fonte: R7





