Uso de drogas não deve ser banalizado e nem visto como terror, diz diretora da Senad

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As drogas devem ser encaradas por professores e educadores como um problema qualquer, incompatível com os estudos. De acordo com a diretora de Prevenção e Tratamento da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), Paulina do Carmo, essa é a orientação da secretaria. O objetivo é desmistificar o assunto que, ainda hoje, é “um dos temas que mais têm preconceito e tabus”, afirma a diretora.

Ela diz que, ao chegar em sala de aula e encontrar um aluno com um vidro de tiner (um tipo de solvente), por exemplo, o professor deve tomar o pote como faria com um papel de cola na hora da prova. “Assim como não tem dificuldade em tirar o papel, não deve ter em tirar o tiner”.

De acordo com a diretora, as drogas não devem ser vistas como um assunto proibido, e é fundamental que o professor não trate o aluno que faz uso de drogas como um marginal. Excluir este aluno, acrescenta, piora ainda mais a situação, pois diminui a auto-estima do usuário, o que se torna mais um fator de risco para o uso de drogas.

Paulina alerta que o professor não deve tratar as drogas como uma “coisa da idade, que com o tempo passa”. “Isso não é verdade”, adverte. Encontrar o caminho do meio entre a “banalização do uso e o terrorismo”, como denomina a secretária, é o desafio dos educadores. “Infelizmente ainda temos muitas dificuldades com os educadores, que não tomam atitude por falta de conhecimento”.

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