Quem está no centro do “PowerPoint” da corrupção do Banco Master?

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Enquanto o empresário acumulava mansões e iates, o Banco Regional de Brasília (BRB) amargava um prejuízo de R$ 12 bilhões em uma tentativa de fusão barrada pelo Banco Central.

O Brasil assiste estarrecido à montagem de um novo “PowerPoint” da corrupção, em uma engrenagem que faria os esquemas da antiga Lava Jato parecerem amadores. O escândalo, que já acumula um prejuízo estimado em R$ 40 bilhões, revela uma rede de influência que teria colocado membros dos três poderes na “folha de pagamento” do empresário. A gravidade do caso aumentou esta semana com a divulgação de que encontros entre o presidente Lula e Vorcaro chegaram à mídia, estreitando ainda mais os laços entre o governo e o banqueiro investigado.

A estratégia de Vorcaro para blindar seus negócios envolveu cifras astronômicas destinadas a figuras de peso no Judiciário. Informações apontam que o escritório da esposa e dos filhos do ministro Alexandre de Moraes teria firmado contratos de R$ 139 milhões, com parcelas mensais que ultrapassavam R$ 3 milhões. Da mesma forma, a esposa do ministro Dias Toffoli também teria sido contratada pelo Master. A promiscuidade institucional é tamanha que Toffoli chegou a pegar carona no jatinho do advogado de Vorcaro para assistir à final da Libertadores, chamando o inquérito para si em segredo de justiça logo em seguida.

Nomes como o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, e os ex-ministros Guido Mantega e Henrique Meirelles aparecem como figuras que transitaram na órbita de interesses do banco. No plano regional, os três últimos governadores da Bahia pelo PT — Jaques Wagner, Rui Costa e Jerônimo Rodrigues — também são citados como parte da rede de influência de Vorcaro. Enquanto o empresário acumulava mansões e iates, o Banco Regional de Brasília (BRB) amargava um prejuízo de R$ 12 bilhões em uma tentativa de fusão barrada pelo Banco Central.

O cerco contra as instituições sérias que tentam investigar o golpe é pesado e inclui até a tentativa de manipulação da opinião pública. Relatos indicam que cerca de 30 influenciadores digitais foram procurados para receber “grana alta” com o objetivo de descredibilizar o Banco Central e o sistema de fiscalização. Enquanto isso, o STF e o TCU parecem atuar em sintonia para tentar reverter a liquidação do banco, o que deixaria mais de 1,6 milhão de investidores brasileiros no prejuízo. A “coragem” de ministros em blindar o processo causa arrepios em Brasília, pois uma eventual delação de Vorcaro poderia implodir a República.

Diante de tantos nomes de peso do Judiciário, do Executivo e do Legislativo orbitando os interesses de um único banqueiro, a pergunta que não quer calar e que ecoa por todos os cantos do país é uma só: quem, afinal, está no centro do “PowerPoint” neste novo capítulo da corrupção brasileira?

 

 

 

 

Por:PabloCarvalho PNN

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