Primeira mulher indígena assume como deputada estadual em Matogrosso

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A posse de Eliane Xunakalo simboliza um avanço importante na representatividade indígena

A Assembleia Legislativa de Mato Grosso vive um momento histórico com a posse, ainda que temporária, da primeira mulher indígena a ocupar uma cadeira como deputada estadual no estado. Durante 30 dias, Eliane Xunakalo assume o posto no lugar do deputado Lúdio Cabral, levando ao Parlamento uma agenda fortemente marcada pelas pautas dos povos originários.

Pertencente ao povo Kurâ-Bakairi e originária da Terra Indígena Santana, localizada no município de Nobres, Eliane chega ao Legislativo com o objetivo de dar visibilidade às demandas indígenas não apenas em nível estadual, mas também nacional. Segundo ela, sua atuação busca ecoar a voz das comunidades tradicionais dentro de um espaço historicamente pouco ocupado por esses povos.

A parlamentar destaca que sua pauta será centrada em temas essenciais como saúde, educação, segurança pública e, principalmente, a demarcação de territórios indígenas — um dos debates mais sensíveis e urgentes no país. A proposta é aproveitar o período no cargo para fomentar discussões e propor encaminhamentos que contribuam para melhorias concretas na qualidade de vida das populações indígenas e da sociedade como um todo.

Entre os primeiros desafios, Eliane aponta a necessidade de adaptação ao ritmo intenso do Parlamento. Ainda assim, demonstra confiança na atuação coletiva e no trabalho em equipe. “Nossa equipe já está trabalhando. A ideia é deixar um legado de incidência política, com ações concretas que representem nosso povo”, afirmou.

A posse de Eliane Xunakalo simboliza um avanço importante na representatividade indígena nos espaços de poder em Mato Grosso. Sua presença reforça a importância da diversidade no cenário político e abre caminho para que mais lideranças indígenas possam ocupar posições estratégicas na formulação de políticas públicas.

Mesmo em um curto período, a expectativa é de que sua atuação contribua para fortalecer o diálogo entre o poder público e os povos originários, ampliando a visibilidade de suas demandas e promovendo maior inclusão nas decisões que impactam diretamente seus territórios e modos de vida.

Da Redação

Parmenas Alt

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