O PT sustenta que o parlamentar busca interferência dos EUA nas decisões do Supremo Tribunal Federal.
A pressão internacional articulada por Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos provocou reação direta do PT, que pediu nesta quinta-feira (22) à PGR a prisão preventiva do deputado licenciado. Segundo o partido, ele atua desde março em “autoexílio” para forçar sanções contra Alexandre de Moraes, ministro do STF e presidente do TSE.
O pedido, assinado por Lindbergh Farias (PT-RJ), afirma que Eduardo tenta provocar ações diplomáticas e jurídicas contra autoridades brasileiras, o que configuraria “atentado à soberania nacional”. O PT sustenta que o parlamentar busca interferência dos EUA nas decisões do Supremo Tribunal Federal.
A representação ainda aponta que o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro teria cometido outros dois crimes: abolição violenta do Estado democrático de Direito e coação no curso do processo. Para o partido, ao condicionar seu retorno ao Brasil a punições a Moraes, Eduardo impõe pressão “política e diplomática” sobre o Judiciário.
Eduardo Bolsonaro tem repetido em eventos nos EUA que só voltará ao Brasil quando o ministro Alexandre de Moraes for “sancionado”. O PT considera a fala um ataque direto à independência do Judiciário e quer que a PGR investigue se há articulação externa para constranger magistrados brasileiros.
