Alunos de Meio Ambiente Aprofundam Conhecimento com a Araguaia Recicla

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Conhecimento sobre Gestão de Resíduos e Inclusão Social…

Em Alto Araguaia, MT — A teoria sobre gestão de resíduos sólidos ganhou vida para os alunos do curso técnico de Meio Ambiente da Escola Técnica Estadual de Mato Grosso (ETEMAT), em uma parceria com a Associação Araguaia Recicla e a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT). A iniciativa, focada na aplicação prática do aprendizado, incluiu visitas a empresas, ao Hospital Municipal e aos lixões de Alto Araguaia (MT) e Santa Rita do Araguaia (GO), onde os estudantes puderam interagir com os catadores.

O objetivo principal da ação é a elaboração de Planos de Gerenciamento de Resíduos Sólidos (PGRS) que sejam viáveis e eficazes para a região. Para o professor Guilherme Carvalho, a imersão na realidade local é crucial. “Foi uma experiência essencial para o futuro técnico ver a realidade fora da sala de aula… A prática de como é estar lá no sol quente, sentindo a poeira no rosto, o odor forte dos resíduos”, afirmou. O contato direto com os trabalhadores sensibilizou os alunos, que ficaram surpresos ao descobrir que alguns ainda residem no local.

O Papel da Associação Araguaia Recicla
A Araguaia Recicla, que atua na coleta, triagem e destinação de materiais recicláveis desde 2023, foi uma peça-chave na experiência. Segundo Marcos, um dos catadores com mais de 35 anos de experiência, a maioria dos membros da associação trabalha no ramo há mais de duas décadas.

A associação tem um impacto ambiental significativo. De acordo com um certificado da Rede Resíduos, a organização evitou a emissão de 379 toneladas de CO2-eq e a extração de 2.736 árvores em 2023 e 2024. O trabalho da Araguaia Recicla foi reconhecido como de utilidade pública municipal e estadual.

Desafios e Vulnerabilidade Social
Apesar do sucesso, a associação enfrenta desafios. A presidente, Kátia Nabiane, ressaltou a dificuldade em recuperar um caminhão, doado pelo Ministério Público do Trabalho, que está em posse da prefeitura de Alto Araguaia. Outra preocupação é o possível cancelamento da parceria no uso do galpão que a Araguaia Recicla e a Ascalto utilizam para a triagem de materiais. O fim do contrato pode paralisar as atividades de reciclagem regulamentadas no município.

A vulnerabilidade social dos catadores foi um ponto marcante da visita, conforme destacou o professor Carvalho. “O posto-chave da Educação ambiental foi a questão do impacto econômico, os alunos viram a vulnerabilidade social de pessoas que são catadores e residem dentro dos lixões”, disse. Ele elogiou a abordagem humana da associação, que busca incluir os catadores do lixão em seu projeto, convidando-os a fazer parte da iniciativa. “A participação da Araguaia Recicla foi muito importante, pois não tínhamos ideia de que os catadores da associação estavam tão engajados nessa luta para incluir os catadores do lixo no projeto”, concluiu.

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