Apontado como “infiltrado”, homem que quebrou relógio no Planalto vai pegar 17 anos de prisão

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O julgamento, iniciado no dia 21, terminará hoje à meia-noite, faltando apenas o voto de Nunes Marques.

O mecânico Antônio Cláudio Alves Ferreira, apontado por muitos como “infiltrado” da esquerda nos atos de 8 de janeiro, está prestes a ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 17 anos de prisão por quebrar o relógio centenário no Palácio do Planalto durante os tumultos de 8 de janeiro e outros crimes. Alexandre de Moraes, relator do caso, propôs a pena.

Até a tarde desta sexta-feira, oito ministros votaram a favor da condenação, enquanto apenas um foi contra. Entre os votos a favor estão os de Flávio Dino, Toffoli, Gilmar Mendes, Luiz Fux e Cármen Lúcia, além de Cristiano Zanin e Edson Fachin, que fizeram algumas ressalvas. O julgamento, iniciado no dia 21, terminará hoje à meia-noite, faltando apenas o voto de Nunes Marques.

Ferreira confessou durante seu interrogatório ter danificado, além do relógio, outros itens dentro do Palácio do Planalto e até quebrado uma vidraça para entrar no local. Ele foi preso após se filmar dentro do Planalto e participar de acampamentos em frente ao QG do Exército. Mesmo com a confissão, sua defesa pediu ao STF que ele fosse absolvido.

O relógio destruído, um presente da Corte Francesa a Dom João 6º em 1808, estava perto do gabinete presidencial. Criado pelo relojoeiro Balthazar Martinot, a peça, feita de casco de tartaruga e bronze raro, tornou-se um símbolo dos atos golpistas. Atualmente, o relógio está sendo restaurado na Suíça, com seu valor ainda não revelado. Um exemplar semelhante, de tamanho menor, está exposto no Palácio de Versailles, na França.

 

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