Mandados de prisão e busca são cumpridos em investigação que já identifica autores, intermediários e mandantes da execução. Crime teria sido motivado por disputa de terras
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A Polícia Civil deflagrou, nesta sexta-feira (09/05), uma operação que cumpriu dois mandados de prisão temporária e de busca e apreensão contra um casal apontado como mandante do assassinato do advogado Renato Nery, executado em julho de 2024 em Cuiabá. A ação é resultado da reta final da primeira etapa das investigações conduzidas pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) da capital.
As ordens judiciais foram expedidas pelo juízo do Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá, após o avanço das apurações confirmar os indícios já reunidos no inquérito. O casal responde por homicídio qualificado, e os mandados foram cumpridos em dois endereços distintos em Primavera do Leste, incluindo o condomínio onde já haviam ocorrido buscas e prisões anteriormente.
O casal de empresários Cesar Jorge Sechi e Julinere Goulart Bastos, foi presos nesta sexta-feira (09/05), no condomínio onde moram em Primavera do Leste, a 231 km de Cuiabá. A dupla foi apontada como mandante do assassinado do advogado Renato Nery, em Cuiabá, no ano passado. De acordo com as investigações, eles pagaram R$ 150 mil pela execução do crime. A motivação está relacionada a uma disputa de terras.
Segundo a Polícia Civil, a motivação do crime está vinculada a uma disputa por terras, e a investigação já identificou toda a cadeia de envolvimento: os executores do homicídio, os intermediários e os mandantes. “A apuração minuciosa, com base em provas técnicas, periciais e testemunhais, nos permitiu avançar de forma sólida rumo à elucidação completa do caso”, afirmou um dos delegados responsáveis.
Após o cumprimento das ordens judiciais, o casal foi encaminhado à audiência de custódia e, em seguida, será levado para a sede da DHPP, em Cuiabá, onde seguirá à disposição da Justiça.
O crime
O advogado Renato Nery, de 72 anos, foi alvejado por disparos de arma de fogo no dia 5 de julho de 2024, em frente ao seu escritório na capital mato-grossense. Chegou a ser socorrido e passou por cirurgia em um hospital particular da cidade, mas não resistiu aos ferimentos e morreu poucas horas depois.
Desde o início, a DHPP empenhou equipes em diligências extensas, envolvendo coleta de provas técnicas, perícias e oitivas, com o objetivo de esclarecer os detalhes da execução e responsabilizar todos os envolvidos.
A investigação agora entra em sua fase final e pode dar origem a novas fases da operação, com o possível indiciamento de outros suspeitos ligados ao crime.
Por Jota Passarinho
