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Com prazo de Trump perto do fim, Irã convoca ‘corrente humana’ em usinas e diz que 14 mi se voluntariaram para guerra

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Regime iraniano também convocou soldados aposentados, enquanto força paramilitar aceita combatentes com pelo menos 12 anos

Com a aproximação do ultimato do presidente dos Estados UnidosDonald Trump ao Irã, que termina às 21h desta terça-feira (7), o regime iraniano pediu que jovens façam correntes humanas em volta das usinas de energia, um alvo declarado dos americanos.

Além do pedido, uma emissora de televisão estatal do Irã informou nesta terça que 14 milhões de pessoas se voluntariaram para lutar contra os Estados Unidos e Israel caso o país seja invadido por terra. O Irã tem cerca de 90 milhões de habitantes.

Na semana passada, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, disse que o número de voluntários tinha superado 7 milhões, em meio a uma campanha na mídia estatal e nos meios digitais.

O regime iraniano também convocou soldados aposentados, enquanto a força paramilitar Basij, ligada à Guarda Revolucionária Islâmica, começou a aceitar combatentes com pelo menos 12 anos de idade.

Irã faz ameaças

A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC, na sigla em inglês) elevou o tom contra os Estados Unidos e aliados ao alertar que poderá atingir infraestruturas energéticas e privar a região de petróleo e gás por anos, além de levar a resposta “além da região” caso Washington “cruze as linhas vermelhas”.

Em comunicado divulgado nesta terça via Telegram, o grupo paramilitar afirmou ter ampliado o alcance de seus ataques na chamada “onda 99” da operação denominada Promessa Verdadeira 4.

Segundo a IRGC, forças navais e aeroespaciais atingiram “bases e interesses dos EUA no Golfo Pérsico e no estreito de Ormuz, além de centros militares e de comando em territórios palestinos ocupados”, em resposta a ataques contra instalações petroquímicas iranianas em Assaluyeh. A ofensiva teria incluído mísseis balísticos, de cruzeiro e drones.

Na primeira fase, o grupo afirma ter atingido complexos petroquímicos ligados a empresas americanas na Arábia Saudita, incluindo unidades associadas a ExxonMobil, Dow Chemical, Chevron Phillips e Sadra, nas regiões de Al-Jubail e Al-Juaymah.

O grupo também menciona o ataque a um navio porta-contêineres “ligado ao regime sionista” próximo ao porto de Khor Fakkan, nos Emirados Árabes Unidos, e diz que a posição do grupo de porta-aviões CVN-72 dos EUA, no Oceano Índico, foi alvo de mísseis de cruzeiro de longo alcance.

R7

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