Início Política Brasil Comissão da Câmara aprova projeto que proíbe uso de armas de fogo...

Comissão da Câmara aprova projeto que proíbe uso de armas de fogo por seguranças de Lula da Silva

0
CREATOR: gd-jpeg v1.0 (using IJG JPEG v62), quality = 82

Proposta tem como base o argumento de que os altos escalões do Executivo devem adotar medidas de segurança condizentes com o discurso do atual governo

ALTNOTÍCIAS

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 4012/23, que propõe a proibição do uso de armas de fogo pelos agentes responsáveis pela segurança pessoal do presidente da República e de ministros de Estado. O texto segue agora para análise nas comissões de Administração e Serviço Público e de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC).

De autoria dos deputados Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) e Delegado Caveira (PL-PA), a proposta tem como base o argumento de que os altos escalões do Executivo devem adotar medidas de segurança condizentes com o discurso do atual governo, que defende uma cultura de paz e o controle do acesso a armamentos.

“O objetivo é alinhar a atuação dos órgãos de segurança à visão do governo de promover soluções não violentas para os desafios da segurança pública”, afirmam os autores.

O relator da proposta na comissão, deputado Gilvan da Federal (PL-ES), defendeu a aprovação do projeto e questionou o que considera uma incoerência do governo federal. Segundo ele, a medida busca “adequar a segurança das autoridades à realidade imposta ao cidadão comum”.

“O governo prega o desarmamento, apesar da vontade popular expressa no referendo de 2005. Enquanto isso, autoridades continuam cercadas por seguranças fortemente armados. Isso é hipocrisia”, criticou o parlamentar.

Críticas e controvérsia

A proposta, no entanto, foi alvo de críticas dentro da própria comissão. O deputado Pastor Henrique Vieira (Psol-RJ) classificou o projeto como “tragicômico” e inconstitucional. Ele afirmou que a proposta carece de embasamento técnico e parte de motivações ideológicas.

“O presidente Lula nunca defendeu que seus seguranças estejam desarmados. O que se discute é a política de acesso irrestrito às armas por parte da população, que não resolve o problema da segurança pública”, declarou Vieira.

Tramitação

O projeto tramita em caráter conclusivo, o que significa que, se aprovado em todas as comissões responsáveis, poderá seguir diretamente para o Senado sem necessidade de votação em plenário, a menos que haja recurso de parlamentares.

Caso avance, o projeto ainda deverá passar por novas rodadas de debate, especialmente na Comissão de Constituição e Justiça, onde será avaliada sua legalidade e constitucionalidade.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE SEU COMENTÁRIO

Please enter your comment!
Digite seu nome aqui

Sair da versão mobile