Heloysa foi sequestrada e assassinada após plano articulado por pessoas próximas à família; mãe sobreviveu após ser espancada
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A adolescente Heloysa, de 16 anos, foi encontrada morta em um poço de aproximadamente 03 metros de profundidade no bairro Ribeirão do Lipa, em Cuiabá. O crime, inicialmente apresentado como um roubo, revelou-se uma execução planejada e brutal. A jovem foi sequestrada na própria casa, no bairro Morada do Ouro, e teve mãos e pés amarrados antes de ser morta por asfixia com um cabo USB, segundo a Perícia Oficial.
De acordo com a Polícia Civil, o assassinato foi encomendado, e a intenção era eliminar tanto Heloysa quanto a mãe dela. A mulher, no entanto, não estava em casa no momento da invasão e acabou sendo espancada quando chegou. Ela foi socorrida e segue sob cuidados médicos.

A investigação mostrou que não houve arrombamento, e imagens de câmeras de segurança confirmaram que o namorado da mãe da vítima entrou na residência duas vezes com o próprio carro, um Fiat Toro, levando os criminosos. A ausência de sinais de invasão indicou participação interna no crime.
O delegado Guilherme Bertoli, da Delegacia de Roubos e Furtos de Veículos (DERFVA), detalhou que um adolescente apreendido confessou o crime e apontou o envolvimento direto do namorado da mãe e do filho dele, de 18 anos. Ambos foram presos ainda na madrugada. Outro menor também foi apreendido no mesmo dia.
“Tudo indica que o roubo foi apenas uma simulação. A cena do crime, o modo como a vítima foi levada e os depoimentos colhidos apontam claramente para premeditação”, afirmou Bertoli.
As buscas contaram com o apoio de diversas unidades: Bope, 10º e 3º Batalhões da PM, Polícia Civil (GCCO e DERFVA), Politec, IML, Ciopaer e Corpo de Bombeiros. Foi graças ao programa Vigia Mais MT que as equipes conseguiram monitorar o veículo usado no crime e localizar a vítima.
O subchefe de Estado-Maior da PM, coronel José Nildo de Oliveira, reforçou que a ação integrada entre as forças de segurança foi essencial para elucidar o caso rapidamente. “A inteligência e a cooperação entre instituições foram determinantes para localizar o corpo e capturar os suspeitos em tempo recorde”, disse o oficial.
As investigações continuam para esclarecer completamente a motivação do crime. A mãe da vítima, que sobreviveu, será ouvida nos próximos dias, e laudos da Politec devem trazer mais detalhes sobre a execução.
Por Jota Passarinho